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Caarapó

Douradense morre em emboscada no Paraguai

| CAPITAN BADO


Membros do Exercito do Povo Paraguaio (EPP) estão sendo acusados de invadir a fazenda do empresário douradense Jorge Luiz Zenatti na manhã de ontem e matar quatro pessoas entre eles o capataz da Estância Santa Adélia em Horqueta, Osmar Valente, morador em Dourados. O corpo dele chegou hoje por volta da uma hora da manhã e está sendo velado na casa de Osmar na rua Aquidauana.
 

De acordo com o jornal ABC Collor, os guerrilheiros do EPP, estavam armados de fuzis AR 15 e M16 e surpreenderam os moradores da fazenda Santa Adélia e Guarani, ambos de propriedade de Zenatti que também é dono da Taurus empresa de distribuição de combustíveis.
 

Também morreram no confronto o capataz da fazenda Guarani, o brasileiro Jair Ravelo de 35 anos, Francisco Ramirez funcionário da mesma fazenda e o policial paraguaio Joaquin Aguero de 25 anos. Lucio Arce, Juan Valente e Alcides Aguero conseguiram escapar do tiroteio eles são as principais testemunhas do ataque.
 

Os guerrilheiros do EPP também estão sendo acusados de matar gado e pelo menos um dos cavalos usados pelas vítimas foi morto.


Que grupo é esse?


O EPP se autodenomina “marxista-leninista” e opera em pelo menos três estados paraguaios. Documentos capturados por forças armadas paraguaias em Horqueta, Estado de Concepción, dão conta que o grupo surgiu com apenas 60 membros, mas agora já conta com um grande efetivo.


O grupo foi fundado em 1 de março de 2009. A data foi escolhida a dedo pelos líderes do movimento, porque é o dia em que se relembra a morte de Solano López, ditador paraguaio da Guerra do Paraguai, assassinado por brasileiros, e que é um dos “inspiradores” do EPP.


O grupo se diz contrário ao governo de Fernando Lugo, que é de esquerda. Para o grupo ele não é de esquerda coisa nenhuma e representa a oligarquia rural do Paraguai. Por serem oposicionistas à Lugo, há uma corrente de pensamentos que diz que o grupo não é marxista-leninista nada, que se trataria de bandoleiros contratados pela direita para desestabilizar o governo do presidente.


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