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Caarapó

Santos coloca à prova tradição dos grandes diante do Santo André

| UOL


A história do Campeonato Paulista mostra ser fácil o caminho do Santos em busca do título. Desde a fundação do último grande clube do estado, o São Paulo, em 1935, na disputa final da competição contra um time de menor tradição, tem prevalecido a força da camisa. Neste domingo, às 16h, no Pacaembu, o alvinegro entra em campo, na primeira partida decisiva contra o Santo André, em busca de fazer valer a hegemonia.


Em 12 finais disputadas por um dos quatro grandes do estado contra equipes menores (ver quadro abaixo), apenas em uma a ‘zebra’ aconteceu. Foi em 1986, quando a Internacional de Limeira bateu o Palmeiras na decisão.


O Santos enfrentou a situação duas vezes. Em 1973, em uma das finais mais controversas da história, a equipe praiana dividiu o título com a Portuguesa porque o árbitro Armando Marques errou na contagem nas cobranças de pênalti.


Já em 2007 a final foi disputada contra o São Caetano, e o alvinegro sagrou-se campeão graças à vantagem de atuar pelo empate após o somatório dos resultados, já que o confronto terminou com o placar agregado de 2 a 2. Na ocasião, o atual treinador santista, Dorival Júnior comandava a equipe do ABC. Ele sentiu na pele o quanto é complicado decidir a competição diante de um grande clube.


Agora, além de estar do outro lado da moeda, o treinador também conta com a vantagem da igualdade na decisão, já que o Santos teve melhor campanha durante toda a competição. Foram 53 pontos somados, contra 40 do adversário.


“Acho que temos um ligeiro favoritismo em razão da campanha que realizamos. Mas a partir do momento em que duas equipes chegam, elas estão em igualdade de condições. Jogamos pelos resultados, com mais torcida, porém isso não indica nenhuma vantagem significativa. Esse fato só passaremos a pensar ou administrar no segundo jogo”, destacou Dorival.


Os jogadores santistas também relutam em admitir o favoritismo da equipe. A prática adotada pela maioria é enaltecer o adversário, e colocá-lo como um “espelho” do Santos.


“Santo André é um time forte, que não chegou à final por acaso. Eles também jogam sempre em busca do ataque, com muita velocidade. É o time que mais se assemelhou com o Santos no campeonato Vamos precisar jogar bem se quisermos conquistar o título. É claro que visamos uma boa vitória no primeiro jogo para ter uma tranquilidade no segundo jogo, mas isso é final, complicado de acontecer”, comentou Robinho.


Pelo lado do Santo André, trabalhar com o favoritismo do adversário é questão de motivação. O clube encara sua primeira decisão estadual, sonhando em repetir o feito da Internacional de Limeira e fazer história.


“Deixa o favoritismo para eles (Santos). Nem sempre isso é bom e dá certo. A campanha e o momento são todos deles, e fizeram por merecer, mas passo tranquilidade ao time para não se deixem abalar com nada. A responsabilidade é toda deles, que chegaram goleando, marcaram gols bonitos, mas vamos tentar surpreender novamente”, destacou o goleiro Júlio César.


Os ataques são os pontos fortes das duas equipes. Santos e Santo André são os únicos times que marcaram gols em todos os jogos na temporada. A aposta no “poder de fogo” move as duas equipes na decisão.


No Santos, Dorival Júnior pensa em voltar a escalar como titular o artilheiro do time no estadual –juntamente com Neymar -, André, que tem 12 gols marcados. Caso opte pelo centroavante, ele formará trio ofensivo ao lado de Neymar e Robinho, enquanto Wesley será deslocado para a lateral-direita. Já a entrada de Pará como titular seria justamente nessa posição. Sendo assim, Wesley jogaria no meio-campo, com a equipe passando a atuar no esquema 4-4-2.


“Tenho a equipe definida, mas não vou divulgar. Treinei com o André e depois com o Pará. É uma dessas duas possibilidades que vou usar. Não tenho muito o que esconder, mas é um posicionamento que preferi adotar no momento”, disse Dorival.


O artilheiro do Ramalhão, Rodriguinho, com 14 gols, é presença certa em campo. O atacante retorna ao time após cumprir suspensão na segunda partida da semifinal contra o Grêmio Prudente. Seu parceiro, Nunes, com problema muscular crônico na coxa direita, dificilmente vai atuar. Sendo assim, o ex-santista Rodrigão deve ser escalado. A única ausência da equipe por conta de suspensão é a do lateral-esquerdo Carlinhos, outro ex-jogador do alvinegro. Artur vai ocupar a vaga.


"Sabemos que o Santos será um adversário dificílimo, mas também acreditamos que em uma final tudo é possível" ressaltou o treinador do Ramalhão, Sérgio Soares.


Por mais que seja possível, a chance de um clube pequeno, o Santo André surpreender o grande, Santos, é baixa. Pelo menos é o que mostra a história do Campeonato Paulista.


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