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Caarapó

Operário não paga jogadores e pode dar adeus à série B

| CAMPO GRANDE NEWS


O time tem tudo para retornar à elite do Estadual. Em quatro jogos disputados na série B, quatro vitórias com 12 gols marcados. Apesar da garra, os jogadores do Operário vivem um momento delicado: há dois meses não recebem salário.


A diretoria do Galo assume a dificuldade. Sem público nos estádios, o Operário dribla a falta de dinheiro em uma situação que se arrasta há mais de 18 anos. “É fato. Falta dinheiro, e sem isso a gente pára. Recursos que esperávamos não chegaram. Estamos tentando apagar o incêndio”, afirma o vice-presidente do time, Paulo Neto.


“É uma situação delicada. Todos querem continuar a campanha e confiam muito no técnico Baianinho. Mas estão no limite”, afirma Américo Ferreira, diretor da torcida “Garra Operariana", que se reuniu com o treinador do time ontem para discutir a situação.


A crise no Operário pode reunir quem estava em lados opostos. A Garra Operariana e a diretoria do Galo, que há um ano trocam farpas e acusações de irregularidades, podem se unir para achar um caminho para a luz.


“Vamos largar mão de briga. Agora é hora de ajudar o time. A gente quer dar respaldo ao Operário e aos jogadores, que se empenham em levar o time para a primeira divisão”, garante o presidente da Garra Operariana.


“O Operário precisa de união. O time não é apenas de um grupo, nem da diretoria, nem da torcida organizada. É de todos. Quem quiser ajudar, é bem vindo. Mas é necessário entender o Operário é maior que todos”, replicou Paulo Neto.


Saída - Enquanto a diretoria e a torcida sinalizam com a bandeira branca, quem assumiu a tarefa de buscar verba para a equipe foi o técnico Baianinho, que ontem se reuniu com o presidente da FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul), Francisco Cezário para tentar achar soluções e patrocinadores. Nesta tarde, em mais um round, busca na sede da Federação, em uma nova reunião entre os dirigentes do futebol profissional, saídas para a falta de caixa.


Esta pode ser a única saída para os jogadores receberem seus salários. Segundo a diretoria do Operário, não existe sequer previsão para a chegada de recursos ao time. Apesar disso, o técnico e o vice-presidente do time garantem que os treinos e a disputa pelo campeonato continuam. “Os jogadores confiam no Baianinho. É um time bom que poderia fazer bonito até na série A. Por isso é importante lutar para manter a base”, faz coro Américo Ferreira.


Para sair da crise, a diretoria do Operário aposta em uma nova promoção. Será colocado à venda um passaporte que dá direito ao torcedor acompanhar cinco jogos do time no Morenão, válidos pelo returno do Campeonato. A idéia é assegurar recursos antecipados para que o time saia do sufoco.


Em março a diretoria tentou emplacar o projeto adote um jogador, oferecendo a empresários a oportunidade de arcarem com o pagamento dos salários dos atletas. “Se isso acontecesse não teríamos problemas de salários”, lembra Paulo Neto.


A situação do maior ganhador de títulos de Mato Grosso do Sul, no entanto, é grave. Sem parcerias ou patrocínios, viagens, treinamentos e manutenção da Vila Olímpica ficam comprometidos. O risco do time deixar de participar da série B e ficar de fora das disputas no futebol profissional existe.


A próxima partida do Operário na Série B acontece neste domingo (2 de maio). O adversário é a Portuguesa, de Campo Grande. O jogo acontece às 10 horas, no estádio Olho do Furacão, na Capital.
 


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