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Política

Lula promete R$ 60 mi e avião não tripulado para vigiar fronteira

| MIDIAMAX


O presidente Lula disse ontem, em Ponta Porã, onde se reuniu com o presidente paraguaio, Fernando Lugo, que o seu governo vai aplicar R$ 60 milhões em projetos de segurança que devem ser implantados logo na fronteira dos dois países. Lula comentou também a compra de um avião não tripulado, fabricado em Israel, aparelho que será usado para vigiar a fronteira.


Semana passada, o senador paraguaio Robert Acevedo, aliado de Lugo, sofreu um atentado em Pedro Juan Caballero. No ataque, o segurança e o motorista do parlamentar morreram baleados. Para a polícia do país vizinho, grupo ligado ao tráfico de drogas foi quem investiu contra o político, tido na fronteira como rival número um do narcotráfico.


“O narcotráfico deixou de ser uma microempresa e virou uma grande indústria. "Os traficantes meteram-se com os governos de Brasil e Paraguai. Agora vamos enfrentá-los. Sei que aqui [fronteira] tem muito mais gente boa, honesta, do que traficantes de drogas”, disse Lula na coletiva de imprensa, em Ponta Porã.


O presidente brasileiro disse ainda que os consumidores de droga devam ser combatidos de “maneira mais dura”. “Não podemos atacar somente os traficantes, não, quem consome também”, disse Lula. Hoje em dia, o dependente da droga não enfrenta processos judiciais caso seja descoberto pela polícia.


De acordo com o discurso de Lula, os R$ 60 milhões serão aplicados em 11 bases policiais que devem ser erguidas na linha de fronteira dos dois pais, uma extensão que supera em pouco mais de mil quilômetros. Nesses postos policiais, segundo o plano brasileiro, devem atuar policiais civis, militares e agentes rodoviários e também da Força Nacional. Esse efetivo será conhecido como Polícia Especial de Fronteira, segundo Lula.


Para as autoridades policiais brasileiras, o território paraguaio é um dos que mais produz maconha na América do Sul. A droga sai dali, normalmente pela cidade de Capitan Bado, passa por Mato Grosso do Sul e segue para os grandes centros, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. E quem transporta a droga são os brasileiros, quase todos desempregados, induzidos por propostas que variam de R$ 500 a R$ 5 mil por empreitada.


Mas a influência econômica dos traficantes não atrai apenas os desempregados. Eles costumam corromper policiais tanto do lado brasileiro quanto paraguaio. Nas duas semanas passadas, por exemplo, dois policiais civis foram presos em Mato Grosso do Sul, um deles transportando 14 de quilos de cocaína.


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