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Caarapó

Leitora do CaarapoNews se sensibiliza com atitude de picolezeiro de 64 anos

| CAARAPONEWS/JOSé CARLOS


O picolezeiro Amadeu de Oliveira Rocha. Foto: José Carlos

A leitora do CaarapoNews (S.F.) aproveitou a tarde quente da última quarta-feira (12), para saborear uma “massinha” dessas que são vendidas pelos picolezeiros que passam buzinando nas ruas de Caarapó.

O que ela não esperava é que daquele momento em que um vendedor de picolé parasse em frente a sua casa, ela poderia além de aliviar o calor, mas também tirar alguma lição de vida e ainda se emocionar com uma atitude daquele simples homem de 64 anos.

“Enquanto comprava e conversava com o picolezeiro vi naquele vendedor que estava com um chapéu grande para se esconder do sol, um homem sofrido, mas, porém bem trabalhador”, observou a moradora de Caarapó.

Segundo a leitora, algo que mais lhe chamou atenção aconteceu após a conversa de ambos e  ele se preparar para seguir a sua jornada de trabalho. “Ele olhou nos meus olhos e disse “senhora vou deixar meu cartão para você, caso precise de picolé/sorvete novamente.  É só me ligar e dizer a rua que trago. Caso não tenha disponível vou à empresa que trabalho e busco”. Só que na realidade não era um cartão e sim um pedaço de papel onde estava escrito a punho seu nome e o contato telefônico”, salientou.

“Achei ele um senhor encantador. Um homem que apesar de sua idade enfrenta o sol para ganhar o seu dinheiro honestamente. Sem contar com a ideia de inovação que achei o máximo. De imediato lembrei do CaarapoNews, pois achei que daria uma boa reportagem e ao mesmo tempo conseguir uns cartões de verdade para o picolezeiro”, finalizou a leitora.

A redação do CaapoNews entrou em contato com o picolezeiro e ele na hora foi até a redação do site. Conheça abaixo um pouco da história desse personagem.

O picolezeiro em questão é o senhor Amadeu de Oliveira Rocha (64), o qual reside defronte a Padaria Santa Marta, no bairro que leva o próprio nome do comércio.

Ele é natural de Brumado/Bahia onde viveu até os seis anos de vida e de lá foi com os pais para o interior de São Paulo. Lá cresceu e trabalhou por 25 anos no ramo gráfico.

Viúvo é pai de quatro filhos, Regiane, Rogério, Renata e Roni.

Questionado sobre quando veio para Caarapó seu Amadeu disse que foi no dia 15 de maio do ano passado. Na época ele morava com uma irmã na cidade de Lucênia/SP. Lá trabalhava com produtos de reciclagem.

“Tenho dois filhos que moram em Caarapó e esses  foram me buscar para vir morar na cidade deles”, disse o picolezeiro.

“Meus filhos me ajudam, mas como estou com saúde aproveito para vender picolé na cidade da Sorveteria Avenida e ganhar os meus trocados. Pretendo trabalhar até abril deste ano, mês que completarei 65 e a partir daí darei entrada na  minha aposentadoria”, comentou Rocha.

Questionado sobre o dia que mais ganhou dinheiro vendendo picolé ele falou que foi um desses dias de muito sol, quando chegou a faturar R$ 55,00. “Mas num é todo dia que isso acontece. Até o dia 10 de cada mês vai bem depois dá uma queda. Se chover aí nem tem como sair de casa. No frio piora ainda”, acrescentou o trabalhador.

Caso você queira picolé, skimo e ‘massinha’ no sistema delivery é só entrar em contato com o senhor Amadeu de Oliveira Rocha pelo telefone 67 9 9896 6248.

Doação

A redação do CaarapoNews entrou em contato com uma gráfica na cidade e mandou imprimir mil cartões com o nome do senhor Amadeu e o seu contato. Quem quiser ajudar com algum valor para pagar os cartões é só entrar em contato pelo WhatsApp 67 9 9913 2135. Em caso de sobra de dinheiro será ofertado ao senhor Amadeu de Oliveira Rocha.

Ouvinte fiel

O senhor Amadeu tem o seu compromisso com a venda dos picolés, mas tem algo que ele não abre mão durante o dia que é de ouvir em casa no seu rádio das 9 às 10h o programa do padre Reginaldo Manzotti, retransmitido pela Rádio Caarapó FM de segunda a sábado.

Para descontrair

No final da reportagem rolou até uma brincadeira legal. O senhor Amadeu foi ser jornalista do CaarapoNews por um minuto e o José Carlos dos Santos picolezeiro também por um minuto.


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