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Política

A cinco meses das eleições partidos ainda 'aparam arestas'

| MIDIAMAX


Faltando menos de cinco meses para as eleições, partidos e candidatos ainda tentam aparar arestas e mesmo diante de alguns fatos notórios, evitam falar em crises.
 

No PMDB, o senador Valter Pereira pode em breve anunciar sua saída do PMDB para o PSB e ainda levar junto seu filho Beto Pereira. Ainda dentro do partido do governo, há a novela que envolve a candidatura – ou não candidatura – do vice-governador Murilo Zauith ao senado, a ponto de ninguém mais querer ter seu nome cogitado a suplência do mesmo.
 

Ainda no PMDB, o prefeito da Capital, Nelson Trad Filho, se mostra simpatizante a pré-candidata a presidente, Dilma Roussef do PT, enquanto o governador Puccineli recebe pressão de todos os lados para apoiar o pré-candidato José Serra do PSDB. Fato que gera certo desconforto entre os tucanos, uma vez que a senadora Marisa Serrano, já diz que não haverá surpresas, enquanto Puccineli continua com suspense.
 

As alianças também geram rachas que muitas vezes podem ser irreversíveis, como é o caso do PTB, que após muito “diz –que – me – diz” declarou apoio ao governador Puccineli, apesar de seu principal expoente, o empresário Antonio João Hugo Rodrigues ser suplente do senador Delcídio do Amaral. Com isso, alguns partidários descontentes ensaiaram um motim que ainda não se concretizou.
 

E justamente na noite de hoje (07) , o senador Delcídio do Amaral, participou de solenidade juntamente aos deputados federais Geraldo Majela (DF) e Antonio Carlos Biffi, os deputados estaduais Pedro Teruel e Amarildo Cruz, o presidente regional do partido, Marcus Garcia, entre outras lideranças, a oficialização da corrente “Movimento PT”.
 

Se por um lado o Teruel, Biffi e Marcus Garcia defendem que a organização significa fortalecimento dentro do partido, que é normal o PT se organizar em correntes e que isso também fortalece a candidatura do pré-candidato ao governo do ex-governador Zeca do PT, para o senador Delcídio, a organização é fortalecimento sim do partido, mas não de um nome específico.
 

“Organizamos-nos agora, pois é só para oficializar algo que já fazemos parte faz tempo e mesmo que seja antes das eleições, isso não diz nada, pois quanto antes fizermos, mais fortalece o partido, a pré-candidata Dilma e também o Zeca”, explicou Teruel. O deputado reiterou que a corrente fortalece a candidatura dele inclusive. “Temos também uma melhor organização no processo eleitoral e político do partido”, explicou.
 

Marcus Garcia, também pensa igual a Teruel e vai além. “Estamos vivendo um momento de organização interna, discutimos táticas eleitorais e as tendências podem se divergir, mas o encontro hoje é para oficializar uma aliança que já existe. O efeito prático disso é o posicionamento da corrente Movimento PT dentro do partido”, explicou o presidente regional do PT.
 

“É uma filiação dentro da filiação, é positivo e não há racha nenhum no partido e isso mostra também a candidatura do Zeca muito mais que consolidada, firme, mas estamos todos no mesmo barco, se ele afundar , afunda todo mundo”, afirmou.
 

Capítulo à parte e talvez um dos principais expoentes do partido dos trabalhadores hoje, o senador Delcídio do Amaral também bate na tecla da formalização de um movimento que já existia, mas evita citar nomes do partido.
 

“Não é uma forma de fortalecer ninguém, uma pessoa só, mas sim o partido como um todo e das forças que atuam no partido no processo eleitoral”, disse ele ao chegar ao evento.
 

Delcídio ainda complementou que é importante saber que o jogo tem que ser jogado. “Jogo só acaba quando termina e até as convenções ainda tem tempo”, disse.
 

Convidado para o evento, Zeca disse ter compromissos pessoais, e apesar de achar legítima a oficialização da corrente, ele não considera o momento oportuno. “Estamos vivendo um momento muito positivo dentro do partido e também nas ruas, apesar de achar legítimo, não vejo como fortalecimento nem considero o momento oportuno. Ainda assim não há racha não, apenas divergências que podem ser contornadas. É natural, já que estamos todos no mesmo barco”, disse ele.
 

Assim, cada partido vai aparando suas arestas e buscando fortalecimentos dentro e fora da sigla para cada um com suas alianças e decisões possam partir para a campanha que se inicia no dia 06 de julho. Daí sim, todos estarão no mesmo barco.

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