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Caarapó

PF prende outra quadrilha que explorava a fronteira para o tráfico

| MIDIAMAX


Dois dias após o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), braço do Ministério Público de Mato Grosso do Sul ter investido contra uma quadrilha que de dentro do presídio chefiava um esquema de traficantes de armas e drogas, a Polícia Federal (Polícia Federal) anunciou que prendeu 32 suspeitos, quatro dois dos quais daqui de MS, suspeitos de participar de uma quadrilha ligada ao tráfico de drogas na fronteira do Brasil com o Paraguai.

As duas organizações, segundo os investigadores têm ligações com o PCC (Primeiro Comando da Capital), organização criada dentro dos presídios.

Nesta quarta-feira, sete membros da facção foram presos durante operação batizada de Conexão, deflagrada nos Estados de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul. Outras 25 prisões ocorreram durante as investigações. O grupo é apontado como um dos maiores fornecedores de drogas de São Paulo, segundo publicado na Folha Online.

De acordo com informações da PF, a investida policial é resultado de 12 meses de investigação. Ao todo, deveriam ter sido cumpridos hoje 11 mandados de prisão, mas quatro pessoas ainda estão foragidas.

Duas delas são de Mato Grosso do Sul e outras duas são de origem paraguaia --um casal. A polícia não soube informar em qual país os suspeitos residem. Dois implicados com a quadrilha já cumprem prisão em MS.

Ainda de acordo com a polícia, duas células interligadas foram identificadas durante as investigações. Uma era formada por fornecedores responsáveis por adquirir o entorpecente com produtores paraguaios e ficava concentrado nas cidades de Coronel Sapucaia e Ponta Porã, ambas no Mato Grosso do Sul.

Já o segundo grupo era responsável pela logística de recebimento, armazenamento e distribuição do entorpecente, e ficava concentrado no Estado de São Paulo. Em seguida o entorpecente era distribuído para capital e interior paulista, Rio, Minas e Paraná.

Durante as investigações, foi apreendido mais de sete toneladas de maconha, 37 kg de cocaína, 32 kg de haxixe, além de grande quantidade de produtos químicos e maquinários destinados à preparação e adulteração de drogas. A maior apreensão feita aconteceu em Jundiaí (SP), em setembro do ano passado. Na ocasião, foram apreendidas 5,2 kg de maconha. O entorpecente estava escondido debaixo de bancos de madeira.

Segundo Ivo Roberto da Costa Silva, delegado da PF, o transporte era feito com a utilização de veículos, em caminhões, na maioria das vezes, onde a droga vinha camuflada no meio de produtos lícitos.

Ainda de acordo com Silva, a quadrilha tinha grande preocupação com a logística e tinha vários olheiros. "Eles preparavam durante meses toda a logística necessária para tentar garantir o sucesso da empreitada criminosa. Usavam pessoas que viajavam na frente nas estradas para ver se não havia nenhuma batida policial. Eles se destacavam muito mais com a preocupação com a inteligência da ação do que com a violência".

PCC

Investigações apontam que alguns fornecedores e compradores presos nesta quarta-feira são integrantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

Os suspeitos detidos nesta quarta-feira podem ser indiciados pelos crimes de tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico, podendo ser condenados a pena de 10 a 15 anos de reclusão. Segundo a PF, essa pena pode ainda ter um acréscimo por se tratar de tráfico internacional.

Segundo a assessoria de imprensa da PF, em SP, os criminosos presos serão indiciados pelos crimes de tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico, previstos nos artigos 33 e 35 c.c. artigo 40, I, da Lei nº 11.343/06, cujas penas máximas cominadas são, respectivamente, de 15 anos e 10 anos de reclusão, acrescidas de um aumento de 1/6 a 2/3 em razão da internacionalidade.


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