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Caarapó

Caarapó promove ato contra a exploração sexual infanto-juvenil

O ato, realizado na Praça Central,ocorreu na última sexta-feira em Caarapó

| ASSESSORIA


Autoridades municipais dos três poderes, ao lado de diretores, professores e alunos das redes estadual e municipal de ensino de Caarapó, participaram de uma grande concentração de alerta contra a violência e o abuso sexual de crianças e adolescentes, na última sexta-feira. O ato, realizado na Praça Central, foi organizado pela Comissão Municipal de Enfrentamento ao Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes.
 

  A data tida com “Dia D” para realização de manifestações relativas ao combate da violência e abuso sexual infanto-juvenil no País é 18 de maio. Em Caarapó, o ato seria promovido naquela data, mas o tempo chuvoso impediu a realização do evento, que foi transferido para a última sexta-feira.
    Aracelli Cabrera Sanches é o nome de uma criança morta violentamente em Vitória, capital do Espírito Santo. A menina foi seqüestrada no dia 18 de maio de 1973 e seu corpo encontrado somente seis dias depois. A morte de Aracelli foi transformada no dia nacional de combate ao abuso sexual de crianças e de adolescentes.
    Aracelli era a segunda filha de Gabriel Sanches Crespo e da boliviana radicada no Brasil, Lola. Viviam em uma casa modesta na cidade de Vitória, capital do estado do Espírito Santo. A ausência de Aracelli foi notada pelo pai, quando a menina não voltou para casa depois da escola no dia 18 de maio de 1973. Imediatamente o pai começou a procurá-la pela cidade e logo em seguida procurou a polícia.
    O corpo da menina Aracelli foi encontrado seis dias depois atrás do Hospital Infantil de Vitória, com sinais de violência. Depois de ter sido estuprada, jogaram ácido sobre ela. O corpo estava corroído e desfigurado.
    Os suspeitos do crime eram pessoas ligadas a duas famílias ricas do Espírito Santo. Apesar de principais suspeitos e algumas testemunhas contra eles, jamais foram setenciados pela morte da Aracelli, na época com 8 anos.
    O Dia Nacional de Luta contra o Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolecentes (18 de Maio) foi criado em 1998, quando cerca de 80 entidades públicas e privadas reuniram-se na Bahia para o 1º Encontro do Ecpat no Brasil. Organizado pelo CEDECA/BA, representante oficial da organização internacional que luta pelo fim da exploração sexual e comercial de crianças, pornografia e tráfico para fins sexuais, surgida na Tailândia, o evento reuniu entidades de todo o país. Foi nesse encontro que surgiu a idéia de criação de um Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-Juvenil.
    De autoria da então deputada Rita Camata (PMDB/ES), presidente da Frente Parlamentar pela Criança e Adolescente do Congresso Nacional -, o projeto foi sancionado em maio de 2000.
    Desde então, a sociedade civil em Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes promovem atividades em todo o país para conscientizar a sociedade e as autoridades sobre a gravidade da violência sexual.

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