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Rica e bem-amada, Fátima acerta ao priorizar vida fora da TV

| TERRA


Fátima terá mais tempo para o namoro com Túlio Gadêlha. Foto: Reprodução/Instagram

“A fama é um pedaço de nada que o artista agarra no ar sem saber por quê”, concluiu o escritor e dramaturgo espanhol Fernando Arrabal. Muitos famosos da TV, de atores a jornalistas, são obcecados por tal ilusão.

Sacrificam a vida privada em nome da imagem pública e pela manutenção da popularidade a qualquer custo. Não aceitam a diminuição de sua visibilidade midiática tampouco ceder o lugar a um sucessor.

Não é o caso de Fátima Bernardes. Ao pedir para deixar o ‘Encontro’, após 10 anos bem-sucedidos, mostra saudável desapego. Troca o programa diário criado para ela pelo ‘The Voice’, uma atração por temporada onde não será o centro das atenções.

A mudança foi motivada pelo desejo de ter mais tempo para as filhas e os pais que moram no Rio, o namorado que vive entre Brasília e Recife, e o filho residente em Paris.

Mais tempo para si mesma a fim de viajar, curtir a casa, brincar com os cachorros, fazer aulas de dança, praticar o ócio criativo sugerido pelo sociólogo italiano Domenico De Masi. A apresentadora sabe que a vida não se resume à carreira na televisão.

A fama é saborosa, mas escraviza. Muita gente se mantém infeliz diante das câmeras por medo do ostracismo e da solidão. Acredita que não será ninguém sem a luz dos estúdios, o assédio dos fãs, os afagos da imprensa, a bajulação dos colegas.

Muitos apresentadores de sorriso fácil no vídeo só ficam de pé graças ao efeito de antidepressivos e ansiolíticos. Destruíram a saúde mental ao se submeter à tensão por audiência, ao medo da concorrência, à obsessão de se manter no auge o tempo todo.

A própria Fátima sentiu o estresse na pele. Em 20 de junho de 2007, ela teve uma crise de esgotamento ao vivo durante o ‘Jornal Nacional’. Simplesmente ‘apagou’ na bancada. Foi retirada do estúdio e William Bonner, então seu marido, encerrou o telejornal sozinho.

Demorou 1 ano e meio para receber o diagnóstico definitivo: crise de ansiedade. O motivo? Ela não estava mais feliz ali. Queria sair do ‘JN’, mas tinha receio de revelar e ser duramente julgada. Afinal, como uma jornalista poderia querer deixar o posto mais cobiçado do telejornalismo brasileiro?

Tudo indica que agora, às vésperas de completar 60 anos, Fátima Bernardes não sente mais medo de dizer o que quer e, assim, fazer o melhor para si. Por isso deixará o ‘Encontro’ – abrindo mão de status e de uma mina de ouro de merchandising – para ter uma rotina mais leve. Um exemplo de autopreservação a ser observado por todos nós.


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