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Política

PSB se aproxima de aliança com Zeca do PT

| MIDIAMAX


O comando regional do PSB debateu por seis horas neste domingo, no prédio de sua sede, em Campo Grande, que rumo político deve tomar: se firma pacto com o governador André Puccinelli, pré-candidato a reeleição pelo PMDB, ou se junta ao ex-governador Zeca do PT, também pré-candidato ao governo. Os dois candidatos foram lá pedir o apoio dos pessebistas. Já os cobiçados correligionários mostraram-se ainda indefinidos, mas o presidente da legenda, Sérgio Assis, deu uma pista no fim do encontro: o PSB deve escolher Zeca como aliado. Oficialmente, o partido anuncia sua escolha daqui uns 15 dias.
 

Após a audiência, questionado pelo Midiamax sobre o desfecho do diálogo com os dois pré-candidatos, assim respondeu Sérgio Assis: “Vê se respondo sua pergunta: o André Puccinelli veio só uma vez aqui [diretório do partido]; Zeca do PT, três vezes. Respondi?”. Assis deixou a entender que o petista estaria mais interessado na aliança com o partido dele. 
 

Zeca do PT chegou primeiro ao encontro e discursou por cerca de meia hora. Aos pessebistas, o ex-governador prometeu participação em secretarias e abertura aos candidatos que queiram participar de um chapão na disputa majoritária e das coligações que vão defender a disputa regional, no caso, na briga por vagas na Assembleia Legislativa. O petista deixou a entender que o PSB pode indicar o vice de sua chapa, desde o candidato saia da região de Dourados.
 

No discurso, Zeca disse que a chance de retornar ao governo em janeiro que vem é bem maior que quando assumiu seu primeiro mandato. “Eu estou absolutamente convencido que tenho mais chance de vencer do que em 1998. Àquela época não tínhamos experiência, agora nós conhecemos a máquina”, empolgou o petista.
 

Três minutos após o discurso de Zeca, que seguiu para encontro ao lado do deputado estadual Paulo Duarte e a mulher Gilda, apareceu no diretório do PSB, na rua Eduardo Santos Pereira, parte chique da cidade, André Puccinelli, acompanhado apenas do motorista.
 

Puccinelli sentou-se ao lado do presidente regional do partido, Sérgio Assis, na mesma cadeira antes ocupada por Zeca. E fez um discurso semelhante ao do adversário, embora numa escala menor.
 

Ao invés de secretarias, o peemedebista ofereceu subsecretarias e cargos no governo, além de coligação no também chamado chapão, que une PMDB, PSDB, DEM e o PR. Já o chapão do PT é assim construído: PT, PDT, PC do B, PV e, “talvez”, segundo os petistas, o PTB. Puccinelli acha que vence Zeca por uma diferença de 150 mil já no primeiro turno. 
 

Sérgio Assis disse que seu partido deve debater o assunto daqui para frente e que as promessas têm de ser avaliadas com reservas. “Precisamos adotar uma postura pragmática. Sei que o prometido, tanto do lado do PT quanto do PMDB, pode ser desfeito se não elegermos ninguém. Temos de pensar na eleição dos membros do PSB, caso contrário, podemos ficar para trás, sem mandatos e sem cargos”.
 

Por determinação do PSB nacional, a sigla regional tem de indicar os candidatos a deputado federal até o dia 14. Já quanto à disputa pelo governo, as alianças devem ser acertadas até o dia 30 de junho. “Acho que não vai demorar [anuncio das parcerias partidárias] tudo isso, não. Até o dia 15 já estaremos definidos”, calculou Assis.

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