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Política

Desafio do PT de MS é fazer Dilma superar tucano no Estado

| MIDIAMAX


Os petistas de Mato Grosso do Sul têm vários desafios nesta eleição. Além de tentar eleger o ex-governador Zeca do PT ao comando do Poder Executivo e ampliar o número de parlamentares do partido, os militantes querem provar para a cúpula nacional que são capazes de inverter o que aconteceu em 2006 quando a maioria dos eleitores do Estado votou no candidato do PSDB à presidência da Republica, Geraldo Alckmin. O tucano venceu Luiz Inácio Lula da Silva tanto no primeiro quanto no segundo turno.

Desta vez, os petistas querem colocar a candidata petista Dilma Rousseff na dianteira. Confiante em tal possibilidade está o senador Delcídio do Amaral (PT). Porém, ele conclama os correligionários a fazerem a lição de casa para garantir um bom desempenho de Dilma nas urnas locais.

“Nós temos que fazer a lição de casa, permanecer unidos, incentivar que lideranças regionais assumam candidaturas a deputado federal e a deputado estadual e agregar o maior número possível de partidos ao projeto comum de promover o desenvolvimento com justiça social. Assim como o crescimento da Dilma nos beneficia, nossos candidatos majoritários e proporcionais têm que trabalhar duro para também fortalecê-la”, alertou o senador.

Nas eleições de 2006, Alckmin venceu Lula em Mato Grosso do Sul, no primeiro turno, por uma diferença superior a 200 mil votos. O petista teve 483,9 mil votos contra 687,5 mil do tucano. Na ocasião, outros seis nomes disputaram a presidência entre os quais Heloisa Helena (PSOL) e Cristovam Buarque (PDT).

No segundo turno, Lula novamente perdeu em MS para Alckmin, embora a diferença tenha sido menor e com crescimento do petista. Lula teve 535,9 mil votos (44,98% dos válidos). Já Alckmin saiu com 655,4 mil ou 55.14% dos votos válidos.

Em 2002, quando se elegeu presidente pela primeira vez, Lula teve melhor desempenho em MS. Na ocasião Zeca do PT disputava a reeleição para o governo do Estado. O petista obteve, em primeiro turno e em segundo turno, votação superior ao do principal oponente, José Serra (PSDB) que agora duelará com Dilma.

Em primeiro turno quando havia seis nomes na disputa, Lula obteve 446,4 mil (41,9%) votos contra 308,9 mil de Serra (28,7%). Na segunda rodada da disputa o petista obteve a maioria dos votos no Estado, 593,9 mil (55,14%) e Serra ficou com 483,1 mil (44,86%).

Delcídio acha que, neste ano, a tarefa de fortalecer Dilma será facilitada pela aprovação de Lula nacionalmente. “A aprovação da população ao governo do presidente Lula é impressionante. Não é todo governante que consegue chegar ao final do segundo mandato com índices de 78 % de ótimo e bom. Isso fortalece não só a ministra Dilma, mas as candidaturas majoritárias e proporcionais do PT e seus aliados em todas as regiões do país. Em Mato Grosso do Sul não é diferente”, avalia.

O senador avalia ainda que as próximas pesquisas de opinião devem revelar um quadro ainda mais favorável à pré-candidatura de Dilma Roussef (PT) à Presidência da República.

“Andando nas ruas, conversando com as pessoas e nos encontros com lideranças políticas e empresariais de vários setores a gente sente um crescimento sólido da Dilma. As pesquisas de opinião divulgadas há uma semana indicaram o empate técnico com o pré-candidato José Serra e, a continuar nessa batida, eu não tenho dúvida de que os próximos levantamentos devem mostrar que ela assumiu a dianteira”, afirmou o senador, durante reunião promovida na noite desta sexta-feira, 28 de maio, pelo Diretório Regional do PT, na sede da antiga Câmara Municipal de Nova Andradina.


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