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entrevista

Procuradora espancada em SP revela que 'tinha medo' do agressor

Ainda com o rosto marcado pelas agressões, com um hematoma em seu olho direito, Gabriela descreveu as agressões de Demétrius

| TERRA


Vítima teve ferimentos no rosto após ser agredida por procurador em SP. Foto: Arquivo Pessoal

A procuradora-geral Gabriela Samadello Monteiro de Barros, agredida dentro da prefeitura de Registro/SP pelo procurador Demétrius Oliveira Macedo, revelou detalhes da violência que sofreu na última segunda-feira (20). Em entrevista à TV Tribuna, a procuradora disse que "tinha medo" do agressor, mas não imaginava que poderia haver um caso de violência.

"Eu tinha medo, sim. Tinha medo de que fosse acontecer isso, mas não imaginava que fosse ser uma violência física, achava que fosse um bate-boca, uma discussão", disse a vítima.

Ainda com o rosto marcado pelas agressões, com um hematoma em seu olho direito, Gabriela descreveu as agressões de Demétrius: “Eu estava saindo da repartição quando ele veio em direção a mim de forma violenta e me desferiu uma cotovelada. Fui arremessada contra a parede. E ele começou a bater muito em mim, desferir muitos golpes. Socos e pontapés. Chutou muito o meu rosto”.

A procuradora disse acreditar, que se os colegas de trabalho não tivessem parado Demétrius, ele a agrediria até a morte. "Acho que é uma coisa muito grave, se as pessoas não estivessem ali para me socorrer, fatalmente não estaria aí para contar essa história, ele teria me espancado até a morte.", contou a procuradora.

Processo disciplinar contra o agressor
A procuradora relatou à polícia que recentemente solicitou à Secretaria de Administração a abertura de processo disciplinar contra o procurador, devido ao comportamento ríspido que ele estava tendo com outros colegas de trabalho. E que na data da agressão havia saído no Diário Oficial que foi formada uma comissão para apurar os fato, motivo pelo qual acredita que foi agredida. 

Para a procuradora, ele não se confirmou pelo fato dela, sendo mulher, ter tomado uma providência sobre as atitudes dele.

O Terra tentou contato com o procurador por meio do celular dele, mas não obteve nenhuma resposta até a última atualização desta reportagem. 

Prefeitura de Registro
Em nota enviada ao Terra, a Prefeitura de Registro afirma repudiar o ocorrido e destaca que tomou todas as providências necessárias, incluindo a determinação de imediato que o agressor seja suspenso. Confira o posicionamento na íntegra. 

"A Prefeitura de Registro manifesta o mais absoluto e profundo repudio aos brutais atos de violência realizados pelo Procurador Municipal contra a servidora municipal mulher que exerce a função de Procuradora Geral do Município, fatos ocorridos na última segunda-feira (20/6).

Que a vítima e sua família recebam toda nossa solidariedade, apoio e cada palavra de conforto e acolhimento. 

A administração municipal está tomando as providências necessárias e já determinou de imediato que o agressor seja suspenso, nos termos do art. 179, c/c inc. III do art. 180, ambos da Lei Complementar nº 034/2008 – Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Registro, com prejuízo de seus vencimentos, a partir de 21 de junho.

Reafirmamos nosso compromisso com a prevenção e enfrentamento a todas as formas de violência, principalmente aquelas que vitimizam mulheres.

Os servidores da Procuradoria Geral Municipal e da Secretaria de Negócios Jurídicos receberão todo apoio necessário, inclusive acompanhamento psicológico.

Por fim, aos demais servidores desta municipalidade recebam nosso amparo e saibam que a prática de violência é veementemente repudiada e será severamente punida pela Administração Municipal."

REPRODUÇÃO/ RECORD TV

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