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Em "Passione", Maitê Proença faz inveja ao "pegador" José Mayer

| FOLHA


Em "Passione", Maitê Proença, 52, é a vingança das mulheres por tudo o que José Mayer, 60, já aprontou em novelas e novelas por aí.
 

Sua personagem, Stela Gouveia, escolhe um novo garotão quase que a cada episódio para levar para cama, enquanto o marido, Saulo (Werner Schünemann), tenta tomar o poder na empresa.
 

A nova versão da Belle de Jour protagoniza cenas picantes com rapazes sarados.
 

Essas e outras "pegassiones" (destaque para Mariana Ximenes/Reynaldo Gianecchini e Gabriela Duarte/Bruno Gagliasso) levaram o governo a notificar a Globo, que havia classificado a novela como recomendada a partir de 10 anos, com horário livre.
 

À Folha, Maitê fala sobre suas inspirações secretas para compor Stela e diz o que pensa sobre a traição.

 

Folha - Já havia feito uma personagem como Stela?
Maitê Proença - Fiz Marquesa de Santos, amante do Imperador, Dona Beija, que oferecia favores sexuais em troco de dinheiro, fiz um filme, "Vox Populi", em que a mulher era infiel e vulgar, mas traidora convicta, no ritmo da Stela, é a primeira.
 

Folha - Por que Stela trai o marido?
Maitê Proença - Para respirar, sentir que não é o lixo que ele a faz sentir. Ele é truculento, agressivo, desagradável e grosso.
 

Folha - Por que escolhe garotões?
Maitê Proença - Jovens não se incomodam com rugas e um corpo imperfeito, têm disponibilidade para uma aventura sem nome, correm riscos sem ter que fazer grandes conjecturas e admiram a experiência.
 

Folha - Quem a inspira para o papel?
Maitê Proença - Não posso citá-las. São só pontos de referência que ajudaram em retoque aqui e ali.
 

Folha - Stela tem um quê da Belle de Jour do filme de Luis Buñuel?
Maitê Proença - Ela tem uma secura parecida com o personagem da [Catherine] Deneuve. A secura de quem carrega uma tristeza. Aquilo não satisfaz até o fim. Mas, Stela, na hora ela tem grande prazer. Na volta para casa é que a coisa pega.
 

Folha - As traições tendem a ter humor ou seguirão pelo drama?
Maitê Proença - A novela está começando, tudo é possível. Silvio [de Abreu, autor] vai olhando e levando para um lado ou outro. Estou nas mãos de um craque, não me preocupo.
 

Folha - Saulo é o tipo de homem que merece ser traído?
Maitê Proença - Não. Merecer é vício da católica apostólica, longe de mim. Ela fez um acordo de casamento formal, e poderia, se quisesse, cumpri-lo. Escolheu esse caminho, e ele pode ser facilmente explicado, mas não se justifica.
 

Folha - Vale a pena suportar um marido assim pelos filhos?
Maitê Proença - Não! Mas, para mim, a fim de dar coerência interna ao interpretá-la, penso que Saulo é violento e que poderia matá-la até se ela o abandonasse. Ele precisa dela, como mantenedora da família, enfermeira e confidente. Stela é a única pessoa que Saulo escuta e a única criatura que ele tem na vida. Sucumbiria sem ela. Na intimidade, deve ameaçá-la terrivelmente para que não se vá.
 

Folha - É possível ser traído dessa forma e não perceber?
Maitê Proença - Claro! Ele nem olha para ela. É como uma bolsa jogada num canto. Isso que uso para construir Stela é algo de que Saulo não tem consciência.
 

Folha - O que acha da traição no casamento? Já passou por isso?
Maitê Proença - Quando há uma relação importante, deve-se fazer tudo para preservar o que se tem de bom. Compreender, entubar e seguir em frente com a página virada. O que não dá é traição sistemática, desrespeito frequente. Melhor partir para outra. Mas cada um sabe sua história, não opino no amor de outros.
 

Folha - O que achou do fim polêmico do programa "Saia Justa"?
Maitê Proença - Estamos de recesso, o programa voltará um dia...

   

 


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