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Caarapó

Dourados: funcionárias de shopping são assediadas na saída do trabalho

| WALDEMAR GONçALVES - RUSSO


Em Dourados, a reportagem foi procurada por um grupo de pessoas do sexo feminino, onde foi informada que nos últimos meses, segundo elas, estariam sendo vítimas de assédios tanto moral como sexual, no momento em que deixam o horário de trabalho no período noturno no Shopping Avenida Center, que fica localizado nas confluências da avenida Marcelino Pires com a Joaquim Teixeira Alves, imediações do terminal rodoviário.


Por outro lado, vale ressaltar que em frente ao shopping, pela avenida Marcelino Pires, há um estacionamento exclusivo para as viaturas da Polícia Militar, no entanto, segundo estas pessoas, justamente quando elas saem do trabalho no período da noite, dificilmente existe uma guarnição no local, fator que para todos as entrevistadas, favorece os molestadores ou supostos maníacos.


No relato, as mulheres em sua maioria jovens com idade entre 18 a 25 anos e outras com idade acima de 35 contam que constantemente são abordadas por desconhecidos quando estão se dirigindo para o ponto de ônibus que fica nas proximidades da rodoviária, e por ser um local de pouca iluminação pública, as mesmas se sentem inseguras, pois temem serem vitimas de assaltos e principalmente de abuso sexual, como o estupro. “Pedimos para que as autoridades competentes, em especial a polícia, compareçam nestas imediações entre as 22 e 23h30, pois é o horário em que muitas de nós saímos do trabalho para irmos embora para casa” disse uma das mulheres que diz trabalhar em uma loja no interior do shopping, afirmando que foi atacada por um estranho quando se dirigia para o ponto de ônibus. “O estranho que estava dentro de um VW/Gol de cor cinza me abordou e ofereceu 50 reais para que eu fosse para o motel com ele”, disse constrangida a jovem, que afirma estar noiva e reside na região do Parque das Nações, 1º plano.


Outra que disse ter sido abordada por um suposto maníaco, teria sido uma outra jovem de 19 anos, casada e que há cinco meses estaria trabalhando em uma das lojas do shopping.


Segundo ela, no momento em que também estava se dirigindo para o ponto de ônibus, foi cercada por um individuo desconhecido, e este forçou um relacionamento sexual, porém a mesma se recusou e mesmo assim ela teve parte de seu corpo tocado por ele.


Neste episódio a jovem conta que o desconhecido somente não levou adiante a idéia de tentar lhe estuprar porque um grupo de pessoas, entre elas, algumas pessoas que também estavam deixando o trabalho no shopping, chegaram ao ponto de ônibus. “Naquela noite pensei que seria molestada pelo desconhecido, mesmo porque onde fica o ponto de ônibus é escuro e favoreceu a ação deste marginal, que ao perceber a chegada das pessoas, deixou o local andando rápido em direção a rodoviária”, disse a jovem pedindo para que entre as 22 e 23h30 horas seja feito um policiamento mais ostensivo nas imediações do shopping visando à segurança de quem estaria saindo do trabalho e que a prefeitura ou até mesmo a Enersul, aumentem o sistema de iluminação naquela área.


Recém vitima de um assalto quando teve a sua bolsa levada por um desconhecido mediante ameaça de ser morta, uma jovem que também trabalha no shopping conta que passou momentos de terror quando da abordagem.


Segundo ela, o rapaz primeiro a abordou com uma “cantada” para que eles fossem a um motel, e diante da negativa por parte dela, ele puxou da cintura uma faca e exigiu que lhe entregasse a bolsa contendo os documentos pessoais, cartões de créditos bancários e de lojas, o celular e a quantia de 25 reais em dinheiro. “Ainda bem que achei no dia seguinte os meus documentos e os meus cartões, mais infelizmente perdi o celular e o dinheiro”, disse à jovem que afirma residir na região do Jardim Santa Maria, e acrescentando que desde então o seu marido passou a ir lhe buscar na saída do trabalho.

“Gostaria que houvesse uma maior segurança para todos que trabalham no shopping, principalmente quando nos encerramentos de nosso trabalho”, pediu a mulher também falando em nome do grupo que procurou a reportagem, acrescentando que recentemente uma jovem pediu demissão do trabalho porque estaria sendo constantemente sendo vítima de perseguição de um desconhecido. “A menina pediu a conta na loja em que trabalhava no shopping, porque um indivíduo desconhecido por três ou mais vezes, a abordou quando ela estava indo para o ponto de ônibus.

O maníaco a abordou depois que ela saiu do serviço, com proposta indecente e teria demonstrando interesse em estuprá-la”, lembrou a mulher, também cobrando uma maior atenção dos organismos policiais em termos de segurança, bem como aumentar a iluminação na área adjacente que dá acesso principalmente ao ponto de ônibus, antes que algo mais grave venha a acontecer, principalmente com as jovens, que em sua maioria, trabalham nas lojas do shopping.
 


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