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Susana Werner diz que largou carreira para não se separar de Júlio César

| FOLHA


Susana Werner, 32, largou o trabalho de atriz para acompanhar o marido, o goleiro Júlio César, da seleção, em sua carreira internacional --ele hoje joga na Inter de Milão.
 

Casada há nove anos, ela não gosta de ser lembrada como ex de Ronaldo. "Sou ex ex ex ex. Terminamos em 1999."
 

Susana conversou com a coluna por telefone de sua casa, em Milão, na Itália.

 

Folha - Pretende ir à Copa?
Susana Werner - Aconselharam os jogadores a só levarem as famílias se tiverem esquema [de segurança]. Eu, sinceramente, com duas crianças [os filhos Cauet, 7, e Giulia, 4], fico sem saber o que fazer. Se chegar nas finais, eu vou.
 

Você assiste aos jogos?
Pra mim é difícil, porque o Júlio não faz gol. Ele é goleiro, tem que não tomar. Me descabelo, pareço uma maluca. O Júlio esperou muitos anos pra ser titular. Em 2002, achava que tava dentro. Ficou sentado na frente da TV e não foi chamado. Neste dia, ele chorou.
 

Sente falta da TV?
Recebo milhões de e-mails: "Você abandonou a profissão?". Queriam que eu largasse o homem da minha vida e ficasse morando no Brasil? Meu contrato com a TV Globo começou em 1996, quando tinha 17 anos, e terminou em 2002. Segui minha vida com o Júlio. Foi uma escolha sem escolha. Costumo dizer que não adianta fazer cabo de guerra com alguém com lado mais forte. A gente ia se separar, não ia ter jeito. É difícil estar feliz 100% em tudo.
 

*Como é sua rotina?
Acordo, levo as crianças na escola, vou ao mercado, ao banco, à academia. Fiz culinária italiana, canto, design gráfico, Photoshop [programa que trabalha com fotos].
 

E como se adaptou à Itália?
Morávamos num apartamentinho minúsculo em Verona. Um frio do caramba, neve pra todo lado. O Júlio tinha contrato com o Chievo e não jogava por causa da lei que limitava o número de estrangeiros [nos clubes]. E aí parou de ser convocado para a seleção. Imagina a crise na cabeça de uma pessoa que era ídolo do Flamengo, que durante três anos foi aplaudido em campo, ir pra outro país e não jogar. Ele chorava.
 

E hoje vocês moram bem?
Compramos um apartamento de 270 metros quadrados na frente do estádio da Inter.
 

Têm ainda muitos sonhos?
Talvez uma casa em Angra ou Búzios, no Brasil. O Júlio tinha um sonho de ter um carro bom e ele comprou uma Lamborghini. Eu não ligo pra roupas, marca, nada. Aprendi com ele a valorizar o dinheiro. Antes, tudo o que eu ganhava, gastava com as amigas. Enchia uma mesa no Porcão [churrascaria do Rio], comprava roupas. Com 18 anos eu já tinha dois contratos: com a Globo e o SporTV. Ganhava R$ 15 mil sem fazer esforço. Com 17 anos, comprei um Gol. Com 19, tinha um Audi.


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