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Caarapó

Empresa de Coronel Sapucaia “esquentava” carvão ilegal do MS

| MIDIAMAX


Técnicos do Ibama no Paraná descobriram um grupo que "esquentava" carvão vegetal produzido ilegalmente em áreas devastadas no Pantanal sul-mato-grossense para ser vendido em siderúrgicas de várias partes do país. A fraude envolve sete empresas paranaenses e uma carvoraria de Mato Grosso do Sul que funciona em Coronel Sapucaia.
 

Para comercializar o carvão ilegal de MS, eram preenchidos Documentos de Origem Florestal (DOF), guias que acompanham as cargas de carvão, como se a produção acontecesse no Paraná. Na verdade, os papéis falsos serviam apenas como crédito para a produção ilegal.
 

Segundo o chefe de fiscalização do Ibama no Paraná, Michel Kawashita, a empresa que recebia esses créditos no Mato Grosso do Sul “legalizava” o carvão produzido lá e podia vender a produção clandestina para siderúrgicas até em Minas Gerais.
 

"Até motocicletas transportando carvão"

Kawashita diz que a fraude foi descoberta porque no Sistema DOF, do Ibama, foram detectados créditos emitidos até com placas de motocicletas. "Essas empresas se associaram para cometer infrações ambientais fraudando o sistema DOF. Usavam veículos com capacidade de carga incompatível ao total de carvão lançado e com isso tinham saldo virtual para acobertar o transporte de carvão sem origem comprovada do MS”, explicou.
 

Como as empresas ainda não foram notificadas oficialmente das infrações, que somam R$ 2,1 milhões, o Ibama não divulgou os nomes. Após a notificação das multas, o órgão deve encaminhar a documentação para Polícia Federal e a denúncia-crime para o Ministério Público nas comarcas onde as empresas funcionam para investigação cirminal.
 

Kanashita diz que, segundo as investigações do Ibama, somente nos últimos dois anos o esquema "esquentou" mais de 3,7 mil metros de carvão. A quantia é equivalente ao total de carvão carregado por quase cinquenta carretas do tipo bi-trem.
 

Outras empresas na mira do Ibama

O Ibama tem "fortes indícios" de que outras empresas sul-mato-grossenses estariam envolvidas no mesmo tipo de fraude. Segundo Michel, as investigações continuam e estão sendo utilizados dados da Operação Corcel Negro, realizada pelo órgão em vários estados brasileiros entre março e abril deste ano.
 

Há poucos dias o Ministério do Meio Ambiente divulgou dados sobre o desmatamento no Pantanal e apontou as carvoarias como principal motivo para destruição da vegetação pantaneira. Mato Grosso do Sul lidera o ranking da destruição e Corumbá, cidade com pólo siderúrgico, é a maior região desmatadora, segundo o governo federal.
 

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