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Caarapó

Coreia do Sul domina Grécia e vence 1ª "decisão" do grupo

| TERRA


Time da Coreia do Sul comemora após Park Ji-Sung marcar e selar a vitória por 2 a 0 sobre a Grécia Foto: AFP

Em um grupo no qual três times devem brigar entre si pela segunda vaga, a Coreia do Sul conseguiu importante vitória em sua estreia, contra a Grécia, no Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeth. Neste sábado, os sul-coreanos foram bastante superiores, dominaram o adversário em boa parte do duelo e ganharam por 2 a 0.
 

A Coreia do Sul, com gols de Lee Jung-Soo e Park Ji-Sung, estreou com vitória pela terceira Copa consecutiva: em 2002, havia vencido a Polônia por 2 a 0, avançando até as semifinais daquele Mundial. Já na Alemanha há quatro anos, superou Togo por 2 a 1.
 

A Grécia, em sua segunda participação na história das Copas, ainda procura o primeiro gol e a primeira vitória. Em 1994, os gregos perderam os três jogos que disputaram: Argentina, Bulgária e Nigéria. O saldo do país em todos os tempos agora é de 12 gols negativos.
 

O jogo
 

Sempre forte nas bolas aéreas, com zagueiros altos e atacantes fortes, a Grécia levou perigo à defesa sul-coreana logo aos 2min. Karagounis cobrou escanteio, a zaga olhou e Torosidis, livre, quase marcou. A vingança da Coreia do Sul, porém, veio na mesma moeda.
 

Em falta lateral muito bem batida, com 7min, Ki Sung-Yong cobrou no meio da área grega e o zagueiro Lee Jung-Soo completou para a meta de Tzorvas. Foi o gol mais rápido da Coreia do Sul na história dos Mundiais.
 

Melhor em campo, a Coreia do Sul ainda poderia reclamar de duas marcações da arbitragem de Michael Hester, que não marcou pênalti grego em Lee Chung-Yong e, pouco depois, anulou jogada legal dos asiáticos, assinalando falta ofensiva que não existiu.
 

Destaque do Monaco na última temporada do Campeonato Francês, o bom atacante Park Chu-Yong ainda teve ótima oportunidade de ampliar antes do intervalo. Lançado por Park Ji-Sung, do Manchester United, ele levou a marcação do zagueiro e bateu bem, exigindo defesa importante de Tzorvas.
 

Para tentar criar mais na frente, o alemão Otto Rehhagel trocou o experiente Karagounis por Patsatzoglou, mas pouco adiantou. Desatenta, a defesa grega viu o central Vyntra entregar bola nos pés de Park Ji-Sung, que arrancou em velocidade, deixou um zagueiro para trás e dobrou a vantagem com apenas 6min da segunda etapa. Ji-Sung, remanescente da Copa 2002, marcou pelo terceiro Mundial consecutivo.
 

Enquanto a Grécia seguia fazendo trocas, a Coreia do Sul tomava conta do jogo e criava mais em Port Elizabeth. Em lançamento milimétrico de Cha Du-Ri, Park Chu-Yong subiu livre e quase marcou com a cabeça.
 

Nos últimos 20 minutos, os gregos avançaram suas linhas e, com uma atitude mais ofensiva, criaram lances interessantes. Na primeira, Kapetanos ficou livre e, da marca do pênalti, chutou longe por cima. Em seguida, Salpingidis não aproveitou bom cruzamento.
 

Gekas, o mais perigoso da seleção grega, ainda quase marcou em lindo lance individual: recebeu na área, girou sobre a marcação e fez belo chute, exigindo uma defesa impressionante do goleiro Jung Sung-Ryong.
 

Pressionada, a Coreia do Sul ainda quase ampliou no finalzinho. Yeom Ki-Hun puxou contra-ataque pela ponta esquerda e, na hora de bater, foi travado por Vyntra. Depois, em bola respingada do escanteio, Lee Chung-Yong chutou firme e viu a bola passar rente à trave.
 

Na próxima rodada, em Bloemfontein, a Grécia joga por sua sobrevivência contra a Nigéria, no dia 17. No mesmo dia, a Coreia do Sul vai até Johannesburgo e pega a Argentina.


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