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Glenda Kozlowski cobre, pela segunda vez, uma Copa do Mundo

| POPTEVê


Na Copa do Mundo de 2010, não serão apenas os jogadores das seleções de futebol que terão uma rotina pesada. Glenda Kozlowski, que embarcou para a África do Sul no último dia 2 de junho, também não terá descanso. Apesar de acostumada com o ritmo intenso de apresentar diariamente o "Globo Esporte", da Globo, a jornalista sabe que cobrir um mundial de futebol é bem diferente. "É uma loucura, sem brincadeira. A gente dorme, em média, quatro horas por dia. O resto é de trabalho. E é mesmo", garante.
 

Mas tanta correria tem lá suas brechas. Afinal, certos dias são mais tranquilos que outros, principalmente quando a equipe precisa se deslocar pela África do Sul, de uma cidade para outra, por causa dos locais dos jogos. E é nessa hora que Glenda imagina que irá recuperar as energias. No dia 25, a seleção brasileira joga em Durban contra Portugal e no dia 23, quando a jornalista vai para a cidade, os trabalhos devem ser menos intensos. "Talvez, eu faça uma matéria, mas acho que será mais tranquilo. A gente sabe que tem um dia ou outro em que se trabalha um pouco menos. Mas esse 'pouco menos' significa, no mínimo, 10, 12 horas", constata, aos risos.
 

Essa é a sua segunda Copa do Mundo. Como foi sua preparação para cobrir o mundial?
 

Acompanhei os campeonatos europeus para saber como estão os jogadores das seleções e se a temporada foi boa ou não. Também leio jornais internacionais e blogs de pessoas que moraram na África do Sul para ter ideias de pautas. Além disso, uma empresa fez uma pesquisa muito boa para a Globo. São 240 páginas que dão um panorama completo de todas as seleções e de todos os confrontos dia a dia.
 

Na Copa da Alemanha, em 2006, você, basicamente, produziu reportagens comportamentais e entrou em "flashes" ao vivo. Esse ano, seu trabalho terá alguma novidade?
 

É um trabalho parecido com o que fiz na Copa da Alemanha. Já tem outros repórteres cuidando de jogador, fazendo uma coisa mais boleira. Eu vou fazer muita crônica de jogo e comportamento para o "Jornal Nacional" e para o "Jornal da Globo". Por causa dos horários dos jogos, o "Globo Esporte" quase não será exibido. Nos dias em que o programa for ao ar, eu entro ao vivo, não ancorando, mas fazendo um "bate-bola" com o Tiago Leifert, que fica no Brasil.
 

Agora que você não é mais estreante em Copas, se sente mais preparada?
 

Estou em uma equipe com gente experiente, que vai para a sexta, sétima Copa. Então eu preciso me sentir capaz de fazer meu trabalho. Não me permito errar, tenho de saber tudo, entender tudo. A maior cobrança é a minha. Estar em uma equipe reduzida cria uma cobrança enorme.
 

Você foi atleta profissional de bodyboarding e conquistou alguns campeonatos. Mas qual é a sua relação com futebol? Sempre gostou do esporte ou teve de aprender a gostar por causa do trabalho?
 

Sempre gostei. Sou o "filho homem" do meu pai. Lembro de brigas homéricas entre minha mãe e meu pai porque ele me levava ao Maracanã quando eu tinha quatro, cinco anos. O futebol também foi muito próximo na minha adolescência. Já fiz muita matéria de futebol. Fazia direto, depois passei a cobrir mais esportes olímpicos. Me aprofundei no futebol e hoje ele transita o meu dia a dia de uma maneira quase avassaladora.
 

Você arrisca um palpite para a final?
 

Sou contra palpite, acho injusto. A melhor seleção é a da Argentina. Se vai para a final, eu não sei. Copa é uma caixinha de surpresas (risos), tudo pode acontecer. Por outro lado, a seleção brasileira tem um histórico, é a favorita. Torço mesmo para ser Brasil e Argentina na final.


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