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Caarapó

Execução de suposto informante na fronteira teria sido a mando de mafiosos

| CAARAPONEWS


 Waldemar Gonçalves - Russo


Em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia que faz fronteira com Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul e considerada como uma das mais violentas daquele país face à infestação de grupos de narcotraficantes e de contrabandistas que atuam na região, a polícia acredita que o assassinato de Brígido Talavera Romero, de 61 anos, que seria um suposto “informante” teria sido a mando dos mafiosos.
  No crime ocorrido no último domingo na região da Vila Elisa, em Pedro Juan Caballero, a polícia paraguaia não tem duvida de que Brígido Talavera Romero foi executado sumariamente a mando de um dos grupos ligados a máfia que opera na região de “fronteira seca” e os familiares dele não descartam a possível participação de policial no episódio.
  Com base a consultas realizadas pelos investigadores da polícia e pelo Ministério Público paraguaio dão conta de que o assassinato de Brígido Talavera Romero, que também era conhecido por “Tala Karê” e que era um ex agente da Dinar (Divisão de Narcóticos), teria sido mesmo a mando de grupos criminosos que atuam na “fronteira seca” entre o Paraguai e o Brasil via Mato Grosso do Sul. “Pelas características com que foi executado o crime, o fato em si aponta que a ordem foi passada por integrantes da máfia da fronteira”, informou a imprensa paraguaia uma fonte policial ligada às investigações sobre a autoria do crime.
  De acordo com as investigações, Brígido Talavera Romero, que era um ex agente da anti-narcótico, ultimamente atuava como informante tanto dos agentes da Brigada da Polícia Nacional como da Senad (Secretaria Nacional Anti-drogas), esta última, uma espécie de Polícia Federal brasileira.
  Não obstante, os atuais chefes da Brigada da Polícia Metropolitana e Central, comissários principais Bartolomé Báez e Juan Gilberto Pino, respectivamente, negaram que Brígido Talavera Romero atuava como informante para eles.
  Juan Pino por exemplo, contou que Brígido Talavera Romero tão pouco colaborou na captura do pistoleiro Emiliano Rojas Giménez, apontado como um dos envolvidos no atentado contra o senador da República do partido Liberal Robert Acevedo, fato este ocorrido no dia 26 de abril passado, quando dois seguranças do político foram crivados de tiros de grosso calibre.
  De acordo com informações da promotora de Justiça paraguaia María Estefanía González Arévalos, ela disse ontem que no crime contra Brígido Talavera Romero há uma testemunha do crime, que contou que viu quando um automóvel chegou com os pistoleiros para matar o suposto informante.
  A representante do Ministério Público paraguaio contou que a vítima foi atingida com tiros de pistola nove milímetros.
  Já a filha de Brígido Talavera Romero, Laura Talavera Cañete, afirmou que “há algo mais que o narcotráfico” no crime contra o seu pai.
  Ela acrescentou que não descarta a possibilidade da participação de alguém da polícia, inclusive da própria Senad estar vinculado ao assassinato de seu pai.  

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