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Geral

MS é o 4º Estado onde mais se paga impostos

Conforme a pesquisa, no geral, MS ocupa o 10º lugar em maior despesas do País

| MARLI LANGE


A Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que o sul-mato-grossense ocupa o 4º lugar entre a população brasileira que mais paga impostos. A pesquisa, realizada entre 19 de maio de 2008 a 18 de maio de 2009, teve característica amostral em 166 setores e 2.247 domicílios de Mato Grosso do Sul.
 

Conforme a pesquisa, 11,5% das despesas totais das famílias (R$ 2.459,46) são destinadas para pagamento de impostos e taxas, como IPTU, IR, ISS, IPVA, INSS, taxa, conselhos e associação de classes, imposto sindical, serviços bancários, pensões, mesadas e previdência privada.
 

Conforme a pesquisa, no geral, MS ocupa o 10º lugar em maior despesas do País. Com relação a preocupação com pagamento de débitos com juros, seguros e empréstimos pessoais, MS ocupa a 3ª posição.
 

O gasto com alimentação em MS é o 8º menor do País, representando 18,9% do total das despesas. A maior proporção de gasto com alimentação é registrada no Pará (28%), Amazonas (27,95) e Piaui (27,7%). A incidência de gastos com assistência à saúde em MS é a 6ª maior proporção do País, com um percentual de 7,2%.
 

FUMO

Mato Grosso do Sul tem a 2ª menor proporção em gasto com fumo no Brasil, que é de 0,4%. A despesa média mensal das famílias com fumo varia entre 0,3% a 0,7%. A pesquisa mostra que o rendimento médio mensal das famílias sulmotogrossenses no período de 2008 a 2009 era de R$ 2.637,66, incluindo rendimento do trabalho (64,6%), de transferência (14,7%), de aluguel (1,8%), rendimento não monetário (12,6%) e outros rendimentos (2,0%).
 

Conforme a pesquisa, 39,7% das famílias de MS avaliaram ter consumido alimento sempre do tipo preferido; 48,6% nem sempre o tipo preferido e 11,1% raramente consumiam o alimento preferido.
 

GASTO

O maior gasto do sul-mato-grossense é com habitação, representando 36,2% do orçamento familiar. Já o transporte é o segundo item com maior gasto, representando 20,8%; alimentação 18,9%; assistência a saúde 7,2%; higiene e cuidados especiais 2,7%; educação 2,6%; recreação e cultura 1,7%; serviços pessoais 1,1%, despesas diversas 3,0% e fumo 0,4%.
 

PESQUISA

Conforme a pesquisa, a família brasileira gasta, em média, R$ 2.626,31 por mês, e as do Sudeste gastam mais (R$ 3.135,80), quase o dobro das famílias do Nordeste (R$ 1.700,26) que têm a menor despesa. Desigualdade semelhante é encontrada entre a despesa média nas áreas urbana (R$ 2.853,13) e rural (R$1.397,29). Já o rendimento médio mensal do País alcançou R$ 2.763,47, a as desigualdades regionais permanecem: o menor rendimento (Nordeste, R$ 1.764,62) é quase a metade do mais alto (Sudeste, R$ 3.348,44).
 


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