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Caarapó

Adolescentes que tiraram fotos no cemitério, dão sua versão dos fatos

Duas adolescentes envolvidos procuraram a redação do Caaraponews

| CAARAPONEWS


Por André Nezzi

Após matéria publicada no CaarapoNews, que repercutiu em vários veículos de comunicação do Estado, onde mostrava um grupo de adolescentes se exibindo com uma cruz sobre algumas sepulturas e também sobre o cruzeiro central dentro do cemitério São João, no período noturno – quando o mesmo estava fechado para visitas – dois dos adolescentes envolvidos procuraram a redação do jornal para darem sua versão dos fatos. (Clique aqui para ler a matéria anterior).
 

L.A.S.M de 15 anos, que postou as imagens em seu álbum no orkut, disse que essas fotos foram tiradas no local a cerca de um mês e que o grupo nada tem haver com as depredações do último final de semana. “Nós nunca quebramos ou danificamos nenhuma sepultura, também não usamos droga, nem bebida, muito menos fazemos sexo no cemitério, a única coisa que fizemos de errado além de entrar no recinto, foi tirar uma cruz de um dos túmulos, mas depois colocamos de volta”, desabafou a jovem.
  D.A.S.M de 14 anos, afirmou que na madrugada de domingo estavam em casa e que não foram ao cemitério. “Muitas pessoas vão lá a noite, não é só a gente”, argumentou.
  Ao serem questionadas pela reportagem de o porquê freqüentar o cemitério em horários impróprios, as adolescentes disseram que são adeptas do estilo de vida gótico - grupos de jovens dissidentes dos darks, que se reúnem sempre à noite, usam maquiagens escuras e carregadas, vestem roupas pretas, ouvem o mesmo tipo de música, freqüentam cemitérios e praticam o auto-flagelo -.
    As jovens também disseram que foram influenciadas pelo estilo de música que ouvem e os artistas que gostam, citando Marilyn Manson, Slipknot , Sepultura, entre outros: “gostamos de rock’n roll, de nos vestir de preto e assistir filmes de vampiros”, revela a menor de 14 anos.
    Segundo as adolescentes, após a veiculação da matéria, muita gente passou a acusá-las de depredarem o local e os seus pais querem trancá-las dentro de casa. “Apesar de não citar nomes e esconder o nosso rosto, muita gente nos reconheceu devido às roupas. Meu pai não quer mais que a gente saia de casa e ainda queria que passássemos pelo constrangimento de fazer teste de virgindade e para saber se usamos droga”, revela uma das garotas.
  Elas se mostraram arrependidas por terem ido ao cemitério e disseram que não voltam mais ao local: “só gostaríamos que as pessoas soubessem que não quebramos nada, nem praticamos nenhum tipo de orgia no local, apenas fomos pensando em diversão, sem prejudicar ninguém, sabemos que erramos e estamos arrependidas, não vamos mais lá, nem durante o dia ou feriado de finados”, finalizou D.A.S.M.


       

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