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Cartilha faz resgate histórico e traz o que as mulheres lésbicas e bissexuais de MS querem

Educadora social no Ibiss, Ludmila Neves Müller, explica que o material nasceu do comprometimento do Instituto em estimular o diálogo, combater estigmas e fortalecer o respeito às diferenças

| GOVMS / PAULA MACIULEVICIUS DE OLIVEIRA BRASIL


Foto: Divulgação

Com homenagem a uma grande militante de Mato Grosso do Sul, Márcia Zen, a cartilha “Mulheridades lésbicas e bissexuais de Mato Grosso do Sul – visibilidade, representatividade e combate à violência', produzida pelo Ibiss-CO (Instituto Brasileiro de Inovações Pró sociedade Saudável Centro Oeste) em parceria com o Centro Estadual de Cidadania LGBTQIA+, será lançada nesta sexta-feira (1).

Em pouco mais de 20 páginas, a cartilha traz desde definições básicas às histórias dos movimentos e articulações atuais, além reunir dados, pesquisa e toda documentação lésbica e bissexual do Brasil.

Educadora social no Ibiss, Ludmila Neves Müller, explica que o material nasceu do comprometimento do Instituto em estimular o diálogo, combater estigmas e fortalecer o respeito às diferenças. 

“Com uma abordagem interseccional, visamos apresentar, a partir de uma linguagem acessível e objetiva, aspectos históricos, políticos e sociais que vêm moldando as diversas experiências de mulheres lésbicas e bissexuais, cisgêneros e transgêneros, tanto em nível nacional, quanto regional', pontua.

Os capítulos foram estruturados de forma a contar os principais avanços conquistados através da luta de movimento organizados, divulgar canais e espaços existentes para mulheres lésbicas não só no Estado como em todo País, e onde procurar ajuda. 

“Também abrimos para algumas mulheres daqui falarem o que pensam, tudo isso tem uma importância social de divulgação e acesso à informação para as pessoas lésbicas e bissexuais do nosso Estado', completa Ludmila.

Cidadania 

Para a coordenadora do CEC (Centro Estadual de Cidadania) LGBTQIA+, Gaby Antonietta, a cartilha foi pensada por historiadoras que fazem o resgate da luta das mulheres lésbicas e bissexuais para ser uma ferramenta de educação e de comunicação. 

“A cartilha vem para garantir o direito à comunicação, auxiliar práticas também para quem trabalha com público de mulheres lésbicas e bissexuais, além de ser um material rico no resgate histórico para combater a invisibilidade dessas orientações sexuais, já que mulheres lésbicas e bissexuais historicamente são invisibilizadas e têm suas trajetórias apagadas. Então, este material vem trazer marcos históricos para a gente compreender melhor e desmistificar os tabus em relação à orientação sexual', completa Gaby.

O lançamento da cartilha “Mulheridades Lésbicas e Bissexuais' será no dia 1º de março, sexta-feira, Às 18h, no auditório do MIS (Museu da Imagem e do Som), na Avenida Fernando Corrêa da Costa, 559 - Centro.

A entrada é gratuita e o evento é aberto a todo o público.

Paula Maciulevicius, Comunicação SEC


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