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Audiência define mobilização para que o Governo de MS assuma o Morenão

O Morenão, maior estádio universitário da América Latina, está localizado no campus da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande

| DOURADOS NEWS


Foto: Wagner Guimarães/Alems

A transferência da titularidade do Estádio Universitário Pedro Pedrossian, o Morenão, para o Governo de Mato Grosso do Sul foi o caminho apontado na tarde desta quinta-feira (27) para o avanço significativo na melhoria do local. O assunto foi debatido na audiência pública "Estádio do Morenão: seu Futuro e sua Utilização", realizada no Plenário Deputado Júlio Maia, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS). Presidido pelo deputado Pedrossian Neto (PSD), o encontro discutiu a reforma em andamento no Morenão e soluções de médio e longo prazos, como a possibilidade de concessão na modalidade parceria público-privada.

O Morenão, maior estádio universitário da América Latina, está localizado no campus da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande. Por integrar a estrutura de uma instituição federal, o estádio é de responsabilidade do Governo Federal. Para a adoção de medidas debatidas durante a audiência, com destaque a uma eventual firmação de uma parceria público-privada, é preciso que a titularidade do Morenão passe para o Governo Estadual. Ao final da audiência, ficou acordada a realização de pleito nesse sentido, com a participação da bancada federal.

Também deve ser criada uma comissão para acompanhar as obras do Morenão. Conforme proposto pelo deputado Pedrossian Neto, a comissão será formada por representantes da ALEMS, do Governo do Estado, dos clubes de futebol, da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso do Sul (OAB-MS), da imprensa e da torcida. Esse grupo deverá se reunir a cada dois meses para discutir e avaliar o andamento das obras. 
Estádio em reforma

A reforma do Morenão teve início em meados de 2022. O investimento, de R$ 9.404.942,70, corresponde a termo de fomento firmado em outubro de 2021 entre o Governo do Estado e a UFMS. A responsabilidade dos trabalhos é da Fundação de Apoio à Pesquisa, ao Ensino e à Cultura (Fapec). 

As obras abrangem duas etapas: infraestrutura; e banheiros e vestiários. As entregas seriam, respectivamente, até 12 meses após a contratação e em novembro de 2023. 

Os serviços começaram pelo banheiro e vestiário, o que já foi concluído. De acordo com a diretora-presidente da Fapec, Nilde Brum, essa etapa está sob análise da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul). Com a aprovação, a Fatec faz a entrega definitiva para a UFMS. A outra fase, que está no processo de orçamentação, pode demorar mais um ano para ser finalizada, segundo estimou Nilde Brum. 

A presidente da Fatec afirmou que, na próxima semana, deve ter o retorno da empresa que faz a orçamentação. “A empresa tem prazo e a previsão é que, na semana que vem, tenhamos esse orçamento nas mãos”, disse. O orçamento será enviado para análise e aprovação da Agesul. Depois dessa fase, tem início o processo de licitação. 

O atraso se deve, de acordo com a presidente da Fapec, a muitos problemas encontrados durante as obras. “O Morenão tem 52 anos e nunca havia antes passado por reforma”, justificou Nilde Brum.

Conforme cronologia relativa ao Morenão, destacam-se os seguintes eventos: interdição do estádio pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) em 2014; realização de obras de adequação para reabertura parcial em 2016; entrega do estádio ao torcedor, com capacidade limitada, em 2017; novas obras emergenciais para o Campeonato Estadual em 2020; e termo de reforma entre o Governo do Estado e a UFMS em 2021.

Muito mais que a atual reforma

Na avaliação do deputado Pedrossian Neto, é preciso planejar o Morenão para além da atual reforma. Para o parlamentar, a conclusão das obras em andamento é solução de curto prazo. Mas deve-se pensar também caminhos ao estádio de médio e longo prazos. O parlamentar acredita ser necessária, a médio prazo, a execução de obras ainda não previstas, buscando novos investimentos. “E já podemos começar a pensar, desde agora, um modelo de concessão, uma parceria público-privada, para termos uma arena multiuso de padrão internacional que dê visibilidade ao esporte do Mato Grosso do Sul”, propôs Pedrossian Neto.

A necessidade de uma reforma mais ampla, de acordo com o deputado, justifica-se pela distância entre os problemas que existem no Morenão e os itens incluídos nas obras em andamento. “Por exemplo, não está contemplada a reforma do gramado. E não tem como receber os jogos nacionais e internacionais sem um gramado de primeira linha. Também não estão incluídos um placar eletrônico, sala de imprensa, que está em situação incrível de deterioração, e as arquibancadas, que não têm acentos individualizados, numerados e nem acessibilidade”, acrescentou.


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