PUBLICIDADE

Com nomes fortes, PP, PSDB, PSD e PT travarão disputa acirrada em Dourados

O pré-candidato Marçal Filho disse à reportagem que só será possível fazer uma avaliação quando as candidaturas estiverem realmente definidas

| DANIEL PEDRA/CORREIO DO ESTADO


Os pré-candidatos Marçal Filho (PSDB), Alan Guedes (PP), Barbosinha (PSD) e Tiago Botelho (PT) - Foto: Divulgação

Com a confirmação no domingo pelo PT da pré-candidatura a prefeito do professor universitário e superintendente de Patrimônio da União no Estado, Tiago Botelho, a disputa pela cadeira de chefe do Executivo de Dourados (MS) será muito acirrada no próximo dia 6 de outubro.

Afinal, além do petista, também já estão definidas as pré-candidaturas do atual prefeito Alan Guedes (PP), do vice-governador José Carlos Barbosa (PSD), o “Barbosinha”, e do ex-deputado estadual e radialista Marçal Filho (PSDB), nomes muito fortes politicamente e em partidos com recursos.

Outro dificultador que torna a briga pela prefeitura de Dourados ainda mais complexa é o fato de o município ter apenas um turno eleitoral, pois apenas cidades com mais de 200 mil eleitores têm direito a dois turnos e o segundo maior município de Mato Grosso do Sul registra apenas 161.508 eleitores.

Portanto, na cidade, diferentemente de localidades onde há segundo turno, para ser declarado vencedor da eleição para prefeito, basta ao candidato simplesmente obter uma margem simples de votos a mais do que os seus concorrentes.

Dessa forma, a briga pela cadeira de prefeito de Dourados deverá ser voto a voto entre Alan Guedes, Barbosinha, Marçal Filho e Tiago Botelho, sendo que, em uma eleição com muitos candidatos e sem segundo turno, a força da máquina costuma pesar.

No entanto, o caso de Dourados é diferente, haja visto o que aconteceu no pleito de 2020, quando Alan Guedes derrotou Barbosinha, que tinha o apoio do então governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e, portanto, contava com a máquina estadual.

Ao fim da apuração, Alan Guedes venceu com 34.242 votos (33,09%), enquanto Barbosinha fez 31.659 votos (30,59%), uma diferença de 2.592 votos, sendo que a eleição também teve muitos candidatos, sete ao todo, o que pulverizou os votos.

Pelas pesquisas de intenções de votos já divulgadas até agora, o radialista Marçal Filho lidera a corrida eleitoral seguido de perto por Alan Guedes, tendo mais atrás Barbosinha e Tiago Botelho, respectivamente.

Entretanto, no quesito rejeição, de acordo com essas mesmas pesquisas, o prefeito Alan Guedes está na frente seguido de perto por Tiago Botelho, tendo mais atrás Barbosinha e Marçal Filho, respectivamente. Ou seja, tudo pode acontecer até o dia 6 de outubro.

"O douradense é inteligente e terá todas as condições de distinguir entre um projeto sério e de compromisso a longo prazo e uma proposta que visa apenas tomar o poder e lotear a prefeitura”, Alan Guedes, comentando o que espera para o pleito de outubro
REPERCUSSÃO
No caso da pré-candidatura do PT, o partido teve de recorrer a uma prévia no último domingo, pois, tanto o vereador Elias Ishy, quanto o professor Tiago Botelho tinham interesse em representar a sigla no pleito de outubro.

Ao fim da prévia, Tiago Botelho venceu com 293 votos de um total de 388, enquanto Elias Ishy obteve 88. Na prática, deu a lógica, pois Tiago Botelho disputou as eleições de 2022 como candidato ao Senado, ficando em 3º lugar, com mais de 178 mil votos, sendo 21.708 apenas em Dourados.

Para o Correio do Estado, Tiago Botelho disse que não haverá confronto contra Alan Guedes, Marçal Filho e Barbosinha, pois, conforme ele, os dois primeiros são “farinha do mesmo saco”. 

“Ambos, Marçal e Alan, são responsáveis pelo caos em que se encontra Dourados. Marçal representa a velha política, enquanto Alan é o prefeito mais mal avaliado do Estado”, declarou, citando as pesquisas já divulgadas até o momento.
Portanto, conforme o superintendente do Patrimônio da União, “o único projeto que pode trazer esperança para o douradense é o nosso”.

“A melhor gestão que Dourados já teve é do ex-prefeito Laerte Tetila, do PT. Por onde ando as pessoas falam bem e, por isso, nós sabemos como tirar Dourados do buraco. Já fizemos no passado e faremos no presente”, afirmou.
Ele completou ainda que não tem medo de enfrentar “os donos do poder em Dourados”.

“O povo está cansado de gente que só promete. Dourados precisa de um projeto de governo que inclua o povo no orçamento. O douradense quer soluções práticas e rápidas para o problema da saúde, da falta de vagas nos centros de Educação Infantil, para o abandono dos parques, para a sujeira e buraqueira que está a cidade”, pontuou.
Na análise do prefeito Alan Guedes ao Correio do Estado, eleição disputada em Dourados é natural e os políticos já estão acostumados que seja dessa forma. “A disputa acirrada em Dourados é natural, pois se trata de uma cidade muito importante”, opinou.

Ele completou que, para o atual gestor, a eleição do próximo dia 6 de outubro é na verdade um plebiscito para saber se fez ou não uma boa administração ao longo dos últimos quatro anos. 

“O nosso projeto e o nosso legado serão defendidos nas eleições. O douradense é inteligente e terá todas as condições de distinguir entre um projeto sério e de compromisso a longo prazo e uma proposta que visa apenas tomar o poder e lotear a prefeitura”, analisou.
Já o vice-governador ressaltou que uma eleição com muitos candidatos fortes servirá para discutir um plano de desenvolvimento para Dourados. 

“Também servirá para tratar da recuperação da gestão da administração da cidade de Dourados, que foi muito prejudicada nos últimos anos. Espero que o tom da campanha seja de alto nível e que a discussão seja voltada para os temas principais da administração, como as finanças, a saúde, a educação, a infraestrutura, a assistência social, enfim, os temas que devem permear o debate”, disse Barbosinha.
O pré-candidato Marçal Filho disse à reportagem que só será possível fazer uma avaliação quando as candidaturas estiverem realmente definidas. Até lá, conforme ele, ainda é especulação. 


PUBLICIDADE
PUBLICIDADE