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Delegado Wellington entra na disputa por vaga na Câmara

Caso a Justiça Eleitoral entenda que a vaga é do PSDB, ele lembra que é o suplente com maior número de votos ainda filiado no partido

| FERNANDA PALHETA/CAMPO GRANDE NEWS


Wellington de Oliveira (PSDB) no plenário da Câmara quando era vereador de Campo Grande (Foto: Câmara Municipal/ Divulgação)

O 5° suplente da vaga deixada por Cláudio Jordão de Almeida Serra Filho (PSDB), Wellington de Oliveira, o delegado Wellington (PSDB), ingressou nesta quinta-feira (16) como terceiro interessado no mandado de segurança protocolado pelo 8° suplente, Gian Sandim (PSDB), que alega que a cadeira é do partido tucano.

O delegado explica o objetivo é sinalizar ao juiz que, se a vaga pertence ao partido, ele está na frente na linha de sucessão. "Mantenho a minha posição de que temos que respeitar o voto dos eleitores". Ele defende que a cadeira é do ex-colega de partido, Lívio Leite, que mudou para o União Brasil durante a janela partidária.

Caso a Justiça Eleitoral entenda que a vaga é do PSDB, ele lembra que é o suplente com maior número de votos ainda filiado no partido. "Politicamente falando eu tenho um compromisso com o eleitor e por esse compromisso eu tenho que assumir", afirma.

Para cumprir o mandato tampão, o delegado explicou que conciliaria o trabalho na Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, como já fez anteriormente. O ex-vereador reforça que ainda é preciso aguardar a decisão da justiça.

O Campo Grande News questionou o presidente municipal do PSDB, Beto Pereira, se o partido iria requerer a cadeira, mas até a publicação desta reportagem não obteve retorno.

Vaga aberta - Com a judicialização da briga, a vaga segue aberta. Inicialmente, Lívio Leite havia sido convocado, mesmo tendo migrado para o União Brasil. Porém, a Justiça Eleitoral aceitou parcialmente o mandado de segurança imposto pelo suplente ao cargo de vereador, Gian Sandim (PSDB), que suspendeu a posse de Lívio, anteriormente marcada para esta quinta-feira (16).

O próximo da lista é Junior Longo, que migrou do ninho tucano para o Republicanos. Delegado Wellington é o quinto suplente. A lista segue com Antônio Cruz e Cida Amaral, que saíram do PSDB e foram para o MDB e Republicanos, respectivamente.

Prisão e atestados - Claudinho Serra foi preso em 3 de abril, na 3ª fase da Operação Tromper, acusado de ser o mentor de um grupo que desviava recursos da Prefeitura de Sidrolândia, quando atuou como secretário de Fazenda na gestão sogra e atual da prefeita Vanda Camilo (PP).

Faltando apenas três sessões para perder o mandato de vereador Claudinho Serra pediu afastamento por um mês, que conta desde o dia 30 de abril. Ele apresentou atestado médico por estar "psicologicamente abalado". Preso por 23 dias, o vereador contou que viu um homem morrer no presídio, o que o deixou transtornado, por isso, a necessidade de tratamento.

Nesta terça-feira, o vereador Claudinho Serra protocolou um novo pedido de afastamento para tratar de interesse particular, que foi autorizada pela Câmara Municipal, sendo válida por 120 dias. 


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