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Tribunal de Justiça implanta Projeto Padrinho na comarca de Caarapó

| DOURADOS NEWS


Drª. Camila de Melo Mattioli Pereira, falando sobre a implantação do Projeto Padrinho. Fotos: Divulgação

O TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), por meio da CIJ (Coordenadoria da Infância e da Juventude), implantou nesta terça-feira, dia 4 de junho, o Projeto Padrinho na comarca de Caarapó, em solenidade realizada na Câmara Municipal. O projeto também beneficiará a cidade de Juti.

A cerimônia contou com a participação de cerca de 100 pessoas, entre autoridades públicas de Caarapó e Juti, empresários e profissionais, além de apresentação musical infantil. 

Os interessados em ser padrinho e madrinha, devem procurar a 2ª Vara da comarca de Caarapó para manifestarem interesse no apadrinhamento.

A juíza Camila de Melo Mattioli Pereira explicou que, em Caarapó e Juti, cerca de 12 crianças e adolescentes estão em acolhimento institucional ou em Famílias Acolhedoras. Para a magistrada, o Projeto Padrinho “permitirá que a sociedade se envolva nos cuidados destes acolhidos, de forma afetiva e/ou financeira. A atuação dos padrinhos é primordial para que eles tenham preservados os seus direitos fundamentais durante o período de acolhimento. O envolvimento da comunidade no Projeto Padrinho é de suma importância para permitir a eles um futuro digno”.

O promotor de justiça Arthur Dias Júnior parabenizou o Judiciário por ter trazido o Projeto Padrinho para Caarapó e Juti. “Muitas vezes nos esquecemos que no acolhimento institucional as crianças e os adolescentes são muito bem tratados e acolhidos pelos profissionais, mas não proporciona a acolhida familiar necessária para o desenvolvimento da criança. Por isso vejo o Projeto Padrinho como uma soma neste trabalho de reintegração familiar. A criança, através do padrinho e da madrinha, podem voltar a vivenciar uma experiência de convívio com a família e com a sociedade”.

Em sua fala, a defensora pública Karina Figueiredo de Freitas parabenizou a juíza Camila pela iniciativa. “Lembro-me logo que cheguei à comarca de Caarapó e fui à entidade de acolhimento e lá estava a juíza Camila conversando com um adolescente acolhido, o que é de seu costume, sair de seu gabinete, visitar as crianças e adolescentes. Isso muito me emocionou”.

O evento de lançamento contou com a palestra da servidora da Coordenadoria da Infância e da Juventude (CIJ), a psicóloga Renata Queiroz Giancursi. Ela explanou sobre a importância da manutenção de vínculos afetivos que podem ser restabelecidos por meio do apadrinhamento, além de abordar as outras formas de apadrinhamento que podem ajudá-los durante a permanência no acolhimento, preparando-os para a reintegração familiar ou a ida para uma nova família. 

A servidora relatou casos de sucesso de apadrinhamentos que perduram muitos anos após a reintegração familiar e a adoção, cujos padrinhos foram essenciais no restabelecimento biopsicossocial destes.

A implantação do Projeto Padrinho em Caarapó e Juti contou também com a presença da procuradora-geral de Caarapó, Angela Cristina Diniz Bezerra, representando o prefeito André Nezzi; além do prefeito de Juti, Gilson Cruz; do presidente da Câmara Municipal de Caarapó, Gilberto Segóvia; do presidente da Câmara Municipal de Juti, Nelson Gonçalves Rodrigues; do delegado adjunto da Polícia Civil, Ciro Carlos Jales Carvalho; do presidente da subseção de Caarapó da OAB, Marcelo Rodrigues Silva, promotor de Justiça, Arthur Dias Júnior, presidente do CEMA (Centro Educacional Maria Ariane), Ronaldo Mantovani, além de operadores do Direito, secretários municipais, representantes das polícias e do corpo de bombeiros, conselheiros tutelares de Caarapó e Juti.

Saiba mais

Criado em 2000, o Projeto Padrinho é uma ação idealizada pela Vara da Infância de Campo Grande e hoje está sob a tutela da Coordenadoria da Infância e da Juventude (CIJ) do TJMS. A iniciativa tem como finalidade sensibilizar a sociedade acerca da realidade das crianças e adolescentes inseridos no serviço de acolhimento, por meio de uma parceria solidária entre o Poder Judiciário e a sociedade civil.


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