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Paula Luisa - As novas regras para a venda de medicamentos

Farmacêutica Paula Luisa fala sobre as novas regras no uso de medicamentos para emagrecer.

| CAARAPONEWS


 

Quem não tem uma amiga que já tomou “um remedinho” para emagrecer, uma conhecida que indicou um médico que receita uma fórmula “tiro e queda” para perder alguns quilinhos ou, talvez, você mesma já tenha engolido comprimidos para dar um empurrãozinho na dieta. Segundo um relatório das Nações Unidas (ONU) divulgado recentemente, o Brasil é o país que tem o maior consumo de anfetaminas (substâncias que tiram o apetite) do mundo! E tem mais: outro estudo, esse do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), mostrou que 92% dos consumidores de medicamentos à base de anfetaminas são, sim, mulheres e que a maior parte delas apelou para esse recurso apesar de estar apenas uns 5 ou 6 quilos acima do peso ideal. “Isso significa que o uso de medicamentos para emagrecer está associado à questão estética e não à saúde”, afirma a farmacêutica Paula Luisa.

Maior consumidor de medicamentos para emagrecer do mundo, o Brasil, tem agora regras mais rigorosas para a venda dessas drogas, que podem ter efeitos colaterais sérios se mal usadas. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou resolução para restringir a prescrição e a venda dos anorexígenos (moderadores de apetite derivados de anfetaminas).

 

A RDC n.º 58 limita a quantidade de medicamentos que podem ser prescritos, determina doses máximas e cria um novo tipo de receita para aumentar o controle sobre o mercado. Hoje, o país consome 60% das anfetaminas para emagrecer no mundo. A resolução permite aos médicos receitar emagrecedores suficientes para apenas um mês. Antes, era permitido estoque para consumo em dois meses.

 

As novas regras fixam doses máximas que o paciente pode tomar. E proíbe o uso de inibidores de apetite associados a laxantes, diuréticos, hormônios, medicamentos para ansiedade ou para depressão. O abuso de anorexígenos causa complicações, como a dependência. Essas drogas estimulam o sistema nervoso e inibem a fome. As principais reações adversas são irritação, dor de cabeça, aumento da pressão e arritmia cardíaca.

 

A resolução n.º 58 da Anvisa determina critérios mais rígidos para a prescrição e venda de anorexígenos (moderadores de apetite). Eles agora estão sujeitos à notificação de receita do tipo B2, de cor azul, com validade máxima de máxima de 30 dias.

De acordo com a Anvisa, os medicamentos ou fórmulas com objetivo exclusivo de tratamento da obesidade deverão respeitar a dose máxima diária recomendada conforme a resolução. E estão proibidos medicamentos com substâncias anorexígenas associadas entre si ou com ansiolíticos, antidepressivos, diuréticos, hormônios e laxantes. Outra resolução, a 1.477, de 11 de julho de 1997, do Conselho Federal de Medicina, já proíbe aos médicos a receita simultânea de drogas anfetaminas com um ou mais dos seguintes fármacos: benzodiazepínicos, diuréticos, hormônios ou extratos hormonais e laxantes, para tratar obesidade ou emagrecimento.

 

Essa resolução entrou em vigor no dia 03 de janeiro, e a ANVISA local já está fiscalizando as farmácias e drogarias.

 

**Paula Luisa Cusinato Leitão, farmacêutica responsável pela Farmácia Popular de Manipulação. Av. Marcelino Pires, 1650 Centro, fone: 3423-8383/8585


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