PUBLICIDADE
Caarapó

Identificado indígena assassinado em Caarapó

A Polícia Civil identificou o indígena assassinado na Aldeia Tey kuê, em Caarapó. Trata-se de um adolescente de 15 anos, morador naquela aldeia.


 

A Polícia Civil identificou o indígena assassinado na Aldeia Tey Kuê, em Caarapó. Trata-se de Arcel Nunes de 14 anos, morador naquela aldeia. O corpo foi encontrado pelos nativos, em um brejo de uma fazenda, a um quilômetro da aldeia.

Durante os trabalhos de investigação a polícia deteve duas testemunhas. Gilmar, de 22 e José Manoel, 21 anos. Conforme a polícia, a dupla relatou que o adolescente teria sido morto pelos irmãos, Aldo e Juvelino, que estão foragidos e são primos da vítima. José teria ido até a casa da vítima para chamá-lo para participar de uma roda de tereré na casa de um vizinho, o Rogério.

Segundo informações, Gilmar, Rogério e a vítima foram surpreendidos com a chegada de Aldo e Juvelino. Sem nada a dizer, segundo a polícia, Aldo teria acertado um golpe de faca no peito do menor e passou agredi-lo até a morte.

O corpo foi arrastado cerca de 1 quilômetro, por terras tombadas e plantações de soja até chegar no brejo. Para isto, conforme a polícia, a dupla teria tirado o cinto e o shorts da vítima e amarrado cada um em uma perna.

As polícias Civil e Militar chegaram até as testemunhas hoje pela manhã. Gilmar estava numa lavoura de cana e José estava na aldeia. Os suspeitos não foram localizados. Os policiais acreditam que o motivo seja um acerto de dividas de droga, pois o local da morte é conhecido como boca de fumo na aldeia.

  Indígena é preso por co-autoria em assassinato

O indígena José Manuel, de 22 anos, foi preso nesta tarde por co-autoria no assassinato de Arcel Nunes, de 14 anos. Segundo informações apuradas pela Polícia Militar, ontem às 16h30, José Manuel teria ido a casa de Arcel e o convidado a ir a casa de Aldo Gonçalves Fernandes, também indígena da aldeia Tey Kuê, de Caarapó. Vitima e co-autor, seguiram até a casa de Aldo.

Lá estavam Jovelino Fernandes, irmão de Aldo e outro indígena de 17 anos. Arcel foi espancado e depois morto com uma facada. Após o assassinato, ele foi arrastado por cerca de um quilômetro e foi jogado nas proximidades de uma mata. José Manuel nega a participação no crime, mais foi preso em flagrante por ter levado a vitima até o local onde foi morto, sabendo dos planos do assassinato.


PUBLICIDADE
PUBLICIDADE