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MS registra, em 6 meses, 10 mil casos a mais de Chikungunya que em todo o ano passado

Os números são referentes aos casos prováveis, que incluem casos em investigação e confirmados.

| CORREIO DO ESTADO / KARINA VARJãO


MS registra, em 7 meses, 10 mil casos a mais de Chikungunya que em todo o ano passado - Divulgação

De acordo com o boletim epidemiológico divulgado nesta quinta-feira (3) pela Secretaria de Estado de Saúde, já foram registrados, em 2025, 13.163 casos prováveis de Chikungunya em Mato Grosso do Sul. Este número já é 300% maior do que o registrado em todo o período do ano passado, que foi de 2.766 prováveis casos no estado. 

Até agora, já foram confirmados 5.428 casos da doença, entre 60 gestantes e 12 mortes confirmados em decorrência da doença nos municípios de Dois Irmãos do Buriti, Vicentina, Naviraí, Terenos, Fátima do Sul, Dourados, Sidrolândia, Glória de Dourados e Maracaju. Entre as vítimas, 8 delas possuíam algum tipo de comorbidade. 

O município com maior incidência de casos até agora no estado é Maracajú, com 1.681 casos. A incidência da doença em Mato Grosso do Sul está em alerta vermelho, com 477,5 casos a cada 100 mil habitantes.

O município com maior incidência no estado é Glória de Dourados. Embora, na cidade, tenham sido registrados menos casos que em Maracaju (557 casos), o município conta com uma população de 10.444 habitantes, segundo o IBGE de 2022. Isso faz com que a incidência de casos na cidade seja de 5.333,2 casos a cada 100 mil habitantes, ou 1 caso a cada 18 pessoas. 

Em Campo Grande, foram confirmados, até agora, 105 casos da doença, com uma incidência baixa de 11,7 casos a cada 100 mil habitantes. 

A Doença

A Chikungunya é uma doença transmitida pelo mesmo mosquito que transmite a dengue, o Aedes Aegypt. Ele tem como característica marcante pequenos pontinhos brancos em todo o seu corpo. 

Os principais sintomas da doença são:

  • Febre
  • Dores intensas nas articulações
  • Dor nas costas
  • Manchas vermelhas pelo corpo
  • Coceira na pele (generalizada ou apenas nas mãos e pés)
  • Dor de cabeça
  • Dor atrás dos olhos
  • Náuseas e vômitos
  • Calafrios
  • Diarreia e/ou dor abdominal (principalmente em crianças)

O vírus chikungunya também pode causar doenças que causam agravamentos neurológicos, como Encefalite, Mielite, Meningoencefalite, síndrome de Guillain-Barré, entre outras. 

O tratamento da doença visa erradicar os sintomas, já que não há vacina para ela, diferente da dengue. A maioria das pessoas se sente melhor em até uma semana após ser infectado. 

O Ministério da Saúde recomenda que, ao primeiro sintoma, como febre alta e dor nas articulações, a pessoa se dirija a uma unidade de saúde para coletar os exames e começar o tratamento o quanto antes. 

Dengue

Até hoje, foram confirmados em Mato Grosso do Sul, 6.796 casos de dengue e 16 óbitos. Esta foi a semana com menor número de casos registrados desde a primeira semana do ano, com apenas 9 casos em todo o estado. 

A maior parte dos casos foi registrado nos jovens de 20 a 29 anos, seguido pelos adultos até 39 anos. O município com maior número da doença registrado até o mês de junho foi o município de Ivinhema, com 510 casos. 

Com relação à vacinação, já foram aplicadas 167.101 doses do imunizante na população alvo. Ao todo, Mato Grosso do Sul já recebeu do Ministério da Saúde 241.030 doses do imunizante contra a dengue. O esquema vacinal é composto por duas doses com intervalo de três meses entre as doses.

A vacinação contra a dengue é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue, dentro do quadro de crianças e adolescentes de 6 a 16 anos de idade. 

Cuidados

A prevenção da dengue é focada na eliminação do mosquito e proteção contra picadas. Algumas medidas são:

  • Eliminar recipientes que acumulam água, como pneus, garrafas e vasos de plantas.
  • Manter caixas d'água e reservatórios devidamente tampados.
  • Limpar calhas e lajes para evitar acúmulo de água.
  • Utilizar repelentes e roupas de mangas compridas, especialmente durante o dia, quando o mosquito é mais ativo.
  • Instalar telas em janelas e portas para impedir a entrada de mosquitos.

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