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Pré-candidatos causam constrangimentos e serão decisivos para vetos na eleição em MS

| INVESTIGAMS/WENDELL REIS


O que não falta é constrangimento nas articulações para a disputa do Governo e Senado para a eleição do próximo ano em Mato Grosso do Sul. Para uns, a alternativa é engolir sapo. Já para outros, pode custar um reforço e tanto para campanha.

No Partido Liberal, a ordem é engolir sapo e aceitar Reinaldo Azambuja (PSDB) no comando do partido. O ex-governador passou, em pouco tempo, de alvo a líder do grupo do PL no Estado.

As lideranças do PL não tiveram escolha. Líder do partido, Jair Bolsonaro vetou candidatura própria na Capital e ainda fechou aliança com Riedel e Reinaldo para prefeitura e governo. Mais que isso, entregou a chave do partido para Reinaldo.

Críticos do PSDB em Mato Grosso do Sul, deputados e vereadores terão que fazer cara de paisagem para seguirem no partido. Caso contrário, terão que seguir sem o carimbo de Bolsonaro, bastante utilizado nas campanhas e responsável pela eleição da maioria.

Críticos de Reinaldo e Riedel, Marcos Pollon e João Henrique Catan ainda não sabem se continuam no partido. Pollon foi convidado pelo Novo e se reuniu nesta semana com o Republicanos. Ele não descarta, inclusive, enfrentar Reinaldo e Riedel para Senado ou Governo.

Caso de família

Na família Trad, destaque para as divergências de pensamento de Nelsinho e Fábio. De olho na reeleição para o Senado, Nelsinho apoia o grupo de Bolsonaro e tenta ser o segundo voto no grupo de Riedel e Reinaldo.

Do outro lado, o irmão, Fábio Trad, faz defesa diária de Lula. Os dois não concorreriam ao mesmo cargo, mas a oposição de Fábio a Riedel poderia tirar Nelsinho do grupo.

O senador já foi avisado que o grupo não aceitará Nelsinho na coligação, tendo o irmão como adversário para o governo. A decisão pode prejudicar Nelsinho, que disputa a vaga de segunda opção com os pré-candidatos do PP, Gerson Claro e Marcelo Migliolli.

Fabio foi convidado pelo PT para concorrer ao governo , mas ainda não deu resposta. Entretanto, já informou que apoiará a reeleição de Lula. Caso não dispute o governo, Fábio pode concorrer a uma das vagas de deputado federal.

Efeito Simone

No MDB, quem pode mudar a rota é a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. Embora lideranças do MDB estejam acertados com Riedel e Reinaldo, a candidatura de Simone pode mudar o jogo.

Simone é apoiadora declarada de Lula e o MDB pode sair da coligação de Riedel. O MDB já foi avisado que não ficará na aliança, caso Simone seja lançada como candidata de Lula.

As lideranças do MDB de MS não querem apoiar Lula, mas Simone tem aval do diretório nacional para concorrer no Estado. O partido tem gratidão pela senadora por conta da eleição de 2022, quando ela aceitou o desafio de disputar a presidência e terminou na terceira posição.


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