Deputados de MS se dividem sobre prisão de Bolsonaro: ‘momento turbulento’
Alexandre de Moraes determinou a prisão domiciliar de Bolsonaro após o descumprimento das medidas cautelares
| MIDIAMAX/FáBIO ORUê, RENATA VOLPE
Deputados por Mato Grosso do Sul divergem ao opinar sobre a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), decretada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, nesta segunda-feira (5).
O deputado Junior Mochi (MDB) classificou a discussão como “desnecessária e descabida” para o momento. “[…] eu acho que é um momento tão turbulento que a gente não precisava disso”, afirma ao Jornal Midiamax.
Paulo Duarte (PSB) adotou postura mais isenta, criticando os “extremos” da esquerda e da direita. “Há exageros de parte a parte. Há muito tempo você não vê o Congresso Nacional debater os problemas que interessam a população do país”, diz.
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Assim, ele complementa: “Eu lamento que a pauta seja essa. Eu não conheço o processo, mas lamento que a gente só fale disso, eu prefiro nem me pronunciar porque eu acho que a pauta estava absolutamente equivocado; você não discute nada de importante no Brasil”.
Prisão de Bolsonaro
Bolsonaro foi alvo de operação da Polícia Federal em 18 de julho e passou a usar tornozeleira eletrônica por determinação do STF após verificar possibilidade do ex-presidente fugir do país. Assim, Moraes determinou novos mandados de buscas e apreensão na casa de Bolsonaro, nesta segunda-feira.
Para a deputada Gleici Jane (PT), Bolsonaro se mantém “vivo publicamente” destilando ódio e fazendo confusão. “Ele está testando a soberania e a democracia no país. O STF na sua condição mostrou que o país tem regras. Acho que ele está fazendo um escárnio muito grande por causa disso. É estratégia dele de sobrevivência”, opina a parlamentar.
Entretanto, para o deputado Pedro Pedrossian (PSD), Moraes agiu sem razão ao determinar as medidas, a proibição da usar as redes sociais. “Agora ele é preso por atender um telefonema. Então eu acho lamentável que a gente tenha chegado nesse estado de coisas”, afirma à reportagem.
Proibições
Entre as novas medidas impostas, está a proibição de visitas (exceto por familiares próximos e advogados) e recolhimento de todos os celulares disponíveis no local.
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Durante as manifestações no domingo, o filho 01, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), publicou um vídeo nas redes sociais em que o pai agradece o apoio dos manifestantes. Bolsonaro também participou de atos em várias cidades por meio de videochamada, como em Dourados.
“Não há dúvidas de que houve o descumprimento da medida cautelar imposta a Jair Bolsonaro, pois o réu produziu material para publicação nas redes sociais de seus três filhos e de todos os seus seguidores e apoiadores políticos, com claro conteúdo de incentivo e instigação a ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e apoio, ostensivo, à intervenção estrangeira no Poder Judiciário brasileiro', afirmou Moraes em decisão.



