André Nezzi detalha supostas irregularidades em repasse de R$ 800 mil e rebate acusações de vereador
| CAARAPONEWS
O ex-prefeito de Caarapó, André Nezzi, que atualmente participa do programa Papo & Notícia na rádio Caarapó FM, criticou duramente o vereador Celso Capovilla (PL), após a polêmica envolvendo um Projeto de Lei protocolado na Câmara Municipal que prevê a destinação de R$ 800 mil para obras de reforma e ampliação no Parque de Exposições da cidade.
Durante o programa, Nezzi afirmou que não existe emenda parlamentar destinada para Caarapó com essa finalidade, enm direcionada ao Sindicato Rural, como afirmou a prefeita e o vereador em vídeo nas redes sociais. Ele também apontou o que considera serem vícios e irregularidades no projeto, mencionando inclusive a fala de um especialista em transferências e convênios de recursos públicos que teria confirmado a ilegalidade do repasse após a obra já ter sido executada.
“O Sindicato Rural é uma Organização da Sociedade Civil (OSC) e que, por lei, o mecanismo correto de repasse seria por Termo de Fomento, conforme a Lei Federal 13.019/2014. A lei já nasce com vício de forma, pois não é cabível criar lei específica para esse repasse. O convênio é instrumento entre entes públicos. No caso de OSC, o correto seria o Termo de Fomento. Além disso, não há justificativa que comprove o interesse público, a vantajosidade econômica para o município ou o interesse comum que beneficiaria a população”, destacou.
Ele também contestou declarações feitas por Capovilla durante sessão legislativa, classificando-as como “caluniosas” e afirmou que o vereador “terá que provar na Justiça” as acusações e insinuações feitas contra ele.
Nezzi acusou ainda o parlamentar de recorrer frequentemente a “baixarias e ataques pessoais” quando não possui argumentos para o debate. “Essa é a prática dele: atacar a vida pessoal dos outros quando não sabe discutir com seriedade. Esses dias baixou o nível com o ex-prefeito Mário Valério, atual secretário de Agricultura e Desenvolvimento Econômico, o chamando de alcoólatra e analfabeto. Isso sempre acontece quando ele está acuado e não tem argumentos”, afirmou.
O ex-prefeito também declarou que Capovilla teria sido acusado por uma transportadora de envolvimento em furtos de cartas-frete de caminhoneiros em pelo menos quatro cidades: Campo Grande, Rio Brilhante, Maracaju e Itaporã. “Se for mentira, que ele me processe”, desafiou.
Outro ponto levantado por Nezzi diz respeito aos 45 dias em que Capovilla teria se afastado do cargo de vereador para assumir o posto de assessor parlamentar do deputado federal Marcos Pollon (PL). Segundo o ex-prefeito, o afastamento teria sido irregular, pois não houve renúncia formal ao mandato e por isso ele não conseguiu assumir o cargo. “Queremos saber quem pagou o salário dele nesses 45 dias que ele ficou fora da Câmara, com suplente no lugar, e de quem era a caminhonete adesivada com a logomarca do deputado que ele usava na cidade e por que tomaram ela dele”, questionou.
Nezzi concluiu dizendo que o parlamentar não tem moral para falar da vida pessoal e particular de ninguém em nenhum aspecto. “Poderia descer ao nível dele e questionar a maneira com que ele conheceu as pessoas próximas a ele, mas não vou fazer isso, em respeito a elas que não têm culpa de não conhecerem, bem, com quem estão se relacionando”, finalizou
(Assista ao vídeo abaixo)



