Escorpiões em Caarapó: autoridades alertam para aumento de casos e reforçam medidas de prevenção
| COM INFORMAçõES DA ASSESSORIA
A Secretaria Municipal de Saúde de Caarapó e o Departamento de Controle de Endemias emitiram um alerta à população sobre o aumento do risco de acidentes com escorpiões neste período do ano, quando ocorre a fase reprodutiva desses animais. Segundo as autoridades, a atenção redobrada da comunidade é essencial para evitar ocorrências graves, principalmente entre crianças e idosos, mais vulneráveis ao veneno.
Até julho de 2025, foram registrados quatro imóveis com infestação confirmada na área urbana do município. Equipes técnicas realizaram vistorias nos locais e repassaram orientações educativas, seguindo os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde para o controle da espécie.
Escorpião amarelo é o mais comum na cidade
Estudos apontam que existem cerca de 1.600 espécies de escorpiões no mundo, sendo aproximadamente 160 no Brasil. Em Caarapó, o escorpião amarelo (Tityus serrulatus) é o mais frequentemente encontrado. Considerado altamente venenoso, ele é o principal causador de acidentes graves que podem levar à morte, especialmente em crianças.
Responsabilidade compartilhada
A administração municipal destaca que o combate aos escorpiões também depende da colaboração da população. A Lei Municipal nº 029/2008, no artigo 182, determina que proprietários e inquilinos mantenham quintais, terrenos, prédios e pátios limpos e conservados, evitando o surgimento de focos do animal.
Medidas de prevenção
A Secretaria de Saúde orienta a população a seguir algumas recomendações para prevenir acidentes:
Manter quintais e terrenos limpos, evitando o acúmulo de entulhos, lixo e folhas secas;
Vedar frestas em paredes e instalar telas em ralos e grelhas;
Combater baratas e outros insetos, mantendo a higiene dos ambientes;
Utilizar luvas e calçados fechados ao manusear materiais de risco;
Afastar camas e berços das paredes e do chão.
O que fazer em caso de picada
Em caso de acidente, a orientação é procurar atendimento médico imediato em hospital ou Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Se possível, o escorpião deve ser levado em recipiente fechado para identificação – desde que isso não represente risco ao capturá-lo.
As autoridades alertam que não se deve amarrar o local da picada, nem aplicar álcool, querosene, gelo ou recorrer a tratamentos caseiros. A rapidez no atendimento pode ser decisiva para salvar vidas, especialmente nos grupos mais vulneráveis.
A Secretaria de Saúde reforça que a prevenção é a forma mais eficaz de evitar acidentes com escorpiões e destaca a importância do engajamento da população na adoção de medidas de segurança e higiene.



