PUBLICIDADE

Sedentarismo aos 30 não perdoa e quedas bobas podem virar pesadelo

Especialistas explicam como a falta de movimento enfraquece músculos e aumenta risco de quedas e dores

| NATáLIA OLLIVER / CAMPO GRANDE NEWS


Joelho de mulher após queda aos 32 anos; luxação aguda da patela famoso joelho saiu do lugar (Foto: Arquivo pessoal)

O sedentarismo após os 30 anos pode resultar em quedas e lesões no joelho devido à falta de fortalecimento muscular e estabilidade nas pernas.

Segundo o ortopedista Rodrigo Miziara, mesmo pessoas que permanecem muito tempo na mesma posição são consideradas sedentárias, sendo necessário iniciar atividades físicas gradualmente. O joelho, sendo a maior articulação do corpo humano, requer atenção especial.

O fortalecimento pode começar com exercícios simples de isometria, envolvendo não apenas o joelho, mas também quadril, quadríceps e posteriores. Especialistas alertam sobre a importância de respeitar o 'envelope de função', limite de carga que a articulação suporta sem lesões.

No fim das contas, a mensagem fica clara: ou você começa a se mover, ou os boletos continuarão chegando cada vez mais altos. O ortopedista Rodrigo Miziara explica que, ao contrário do que muita gente acredita, o sedentarismo também se enquadra em pessoas que ficam muito tempo na mesma posição.

“Ficar sentado por muito tempo no trabalho também é sedentarismo. Sempre há tempo de começar a fazer alguma atividade física. O critério é começar devagar e ir aumentando aos poucos a carga, porque o joelho é uma articulação de carga: ele carrega a força do corpo e transmite essa força de reação ao solo. Ele também é muito exposto, por isso é o primeiro de que as pessoas reclamam.'

A boa notícia é que o fortalecimento pode começar com exercícios simples. O ortopedista cita práticas de isometria da coxa, como encostar as costas na parede e simular a posição de sentar por alguns segundos, ou fazer elevação pélvica e isometria de quadríceps, levantando a perna e segurando, como alternativas para melhorar a estabilidade e a força nos joelhos.

“A inatividade física gera perda de atividade muscular, encurtamento de tendões e ligamentos, e isso pode ter consequências, uma delas é a dor.'

Outra curiosidade que muitos não sabem é que, para tratar o joelho, é preciso analisar também o quadril, quadríceps e posteriores. “Todos os músculos agem em sinergismo para proteger o joelho, mas os principais músculos do joelho são os glúteos, o quadril, o quadríceps e os isquiotibiais.'

O fisioterapeuta Marcelo Quarteiro complementa que é essencial descartar causas patológicas antes de iniciar qualquer treino. Depois disso, vale lembrar o básico: qualquer músculo que não é usado atrofia. Quanto menos estimulado, mais fraco ele fica. “Ou seja, o músculo, quanto mais estimulado, aumenta; quanto menos estimulado, atrofia', comenta.

Ele pontua que, por ser a maior articulação do corpo humano, o joelho sofre mais impacto e rotações, sendo suscetível a muitas lesões. Marcelo destaca que é preciso ficar atento ao conceito de ‘envelope de função’, uma forma de avaliar até onde a articulação aguenta esforço sem se machucar.

Em outras palavras, é o limite de carga, a força e a frequência do movimento, que o joelho consegue suportar antes de reagir com dor ou inchaço.

Quando a atividade ultrapassa esse limite, como em um salto muito alto ou treino intenso demais, o joelho sai da sua zona segura e sofre. Já ações dentro desse “envelope', como caminhar ou fazer exercícios moderados, são bem toleradas e ajudam a manter o equilíbrio natural da articulação.

“Um dos sinais de que o joelho está fraco é a dificuldade para subir escadas ou se sentar, por exemplo', completa Mracelo. Ambos acrescentam que é sempre necessário consultar um médico especialista para conferir os melhores caminhos para evitar lesões.

Sedentarismo 

O sedentarismo é caracterizado pela ausência de atividades físicas regulares, quando a pessoa não realiza ao menos 150 minutos de movimento moderado por semana, o mínimo indicado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) para manter o corpo ativo. Além das dores articulares, a falta de movimento também afeta o metabolismo, o humor e até o sono.

Para quem está parado há anos, o segredo é começar leve. Caminhadas curtas, exercícios de alongamento e fortalecimento, e até trocar o elevador pela escada já fazem diferença. O importante é dar o primeiro passo.


PUBLICIDADE
PUBLICIDADE