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‘Todo mundo vai sofrer’: Dagoberto e Geraldo continuarão no PSDB para atenderem compromisso nacional

| INVESTIGAMS/WENDELL REIS


O refrão da famosa música da cantora Marília Mendonça, “todo mundo vai sofrer' lembra muito a situação do grupo de deputados federais eleitos nos tempos de ouro (nem faz tanto tempo assim), do PSDB em Mato Grosso do Sul.

Reinaldo prometeu para o diretorio nacional do PSDB que ficaria no partido e, como gosta de dizer que cumpre compromissos, articulou diretamente a permanência. Como justificativa, o fato de que todo mundo vai precisar se sacrificar de alguma forma pelo grupo.

Impulsionados pela força do partido, que tinha Reinaldo Azambuja no comando do Estado e preparava Eduardo Riedel para a sucessão, Beto Pereira, Dagoberto Nogueira e Geraldo Resende foram eleitos tranquilamente em Mato Grosso do Sul. Quatro anos depois, tudo mudou e o PSDB não é o mesmo e nem a situação do trio será tão simples.

O sofrimento começa da parte de cima, do líder Reinaldo Azambuja, quando se despediu do partido, afirmando que “iria para o sacrifício'. Hoje, Reinaldo tem a vaga garantida na disputa, mas sabe que a eleição será bastante acirrada.

Assim como o líder, o trio de federais terá que lutar bastante para conseguir mais quatro anos de mandato, agora separados.

Beto Pereira deve se mudar para o Republicanos para cumprir a promessa feita ao diretório nacional do partido, de eleger um federal. Ele tem o trabalho de fazer uma chapa onde se garanta, mas nesta corrida, terá pela frente a vereadora Isa Marcondes. A dificuldade no momento está sendo dimensionar o tamanho que ela terá na urna e se será suficiente para ultrapassa-lo.

Geraldo e Dagoberto também precisarão do chamado rabo (restante da chapa, sem muito voto, mas que soma para conquista de cadeira) para chegar à segunda vaga. Eles aceitaram o desafio de continuarem no PSDB, mas sabem que dificilmente os dois serão eleitos.

Em resumo, o grupo sabe que a eleição será difícil para todos e o “salve-se quem puder' é o que tem de mais certo na tentativa de salvar os mandatos e a continuidade do comando do Estado.


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