Gaeco recolhe pilhas de dinheiro vivo em ofensiva contra corrupção em 4 cidades, entre elas Caarapó
O nome Mão Dupla faz referência ao bordão “Você me ajuda, que eu te ajudo', comum no submundo da política
| ALINE DOS SANTOS E HELIO DE FREITAS, DE DOURADOS / CAMPO GRANDE NEWS
As suspeitas de corrupção em Coronel Sapucaia levaram o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) a deflagrar a segunda fase da Operação Pretense nesta terça-feira (dia 31). O saldo, visível nas fotos divulgadas pela investigação, mostra pilhas de dinheiro em espécie.
Batizada de Mão Dupla, a nova ofensiva do grupo do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) cumpre 23 mandados de busca e apreensão, 13 mandados de medidas cautelares diversas (como proibição de acesso às dependências da administração pública de Coronel Sapucaia, proibição de contato com outros investigados e monitoração eletrônica), dois mandados de busca pessoal e dois mandados de suspensão do exercício de função.
A operação acontece em Coronel Sapucaia, Amambai, Ponta Porã e Caarapó. Todas as ordens foram determinadas pelo TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).
Em Ponta Porã, um dos endereços alvos do Gaeco foi residência na Rua Antônio João. No local, há viaturas do Gaeco e do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais).
A investigação aponta crimes de fraude a processos licitatórios e contratos, peculato, corrupção passiva e pagamento irregular em contratos públicos, envolvendo agentes políticos, secretários e servidores.
O nome Mão Dupla faz referência ao bordão utilizado por agente político, frequentemente utilizado nas tratativas para as contratações públicas ilegais: “Você me ajuda, que eu te ajudo'.
Na primeira fase, a Operação Pretense, deflagrada em 18 de dezembro de 2024, foram cumpridos mandados de busca e apreensão envolvendo a prefeitura e núcleo de empresas pertencentes a grupo familiar de Coronel Sapucaia.



