Pesquisas do PL revelaram preferência por Contar e dificuldade para Pollon
| INVESTIGAMS/WENDELL REIS
As pesquisas encomendadas pelos diretórios estadual e nacional do Partido Liberal (PL) confirmaram o que pesquisas divulgadas em Mato Grosso do Sul já revelaram até o momento: preferência por Capitão Contar (PL) e dificuldade para Marcos Pollon (PL).
O PL não divulgou o resultado das pesquisas encomendadas ao Instituto Paraná e Quest, mas a reportagem apurou que os dados revelaram números próximos aos divulgados em outras pesquisas no Estado, com Reinaldo Azambuja (PL) e Contar na preferência do eleitorado.
Os dados revelaram dificuldade para Pollon quando testado como um dos candidatos do PL. Segundo os levantamentos, não registrados e realizados apenas para consumo interno, ele aparece na quarta posição, atrás de Reinaldo, Nelsinho Trad (PSD) e Soraya Thronicke (PSB).
As pesquisas foram encaminhadas para o diretório nacional do PL e para o pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, que ficou responsável por apresentar os números para o pai, Jair Bolsonaro, e ex-primeira-dama, Michele Bolsonaro.
Reinaldo Azambuja tem repetido que está seguindo o combinado com as lideranças do partido, incluindo Jair Bolsonaro (antes da prisão), de que uma vaga seria dele e a segunda, definida por pesquisa.
Em entrevista na Capital, na semana passada, ele observou que o combinado pode até mudar, mas que é preciso informar a quem participa desta discussão. A resposta foi dada após a reportagem do InvestigaMS indagar sobre as dificuldades para definição e pressão de Michele Bolsonaro para a escolha de Pollon.
Contar estava presente no mesmo evento, realizado por prefeitos, e disse que as vagas foram prometidas para quatro pré-candidatos do partido (Reinaldo, Contar, Pollon e Giani Nogueira), o que justificaria a escolha por pesquisa, o que classificou como “um critério mais justo'.
No PL de Mato Grosso do Sul, ninguém sabe o que acontecerá, porque o voto de Bolsonaro pode bagunçar os planos. Ainda não há previsão para decisão do partido, que ocorreria no começo do mês, mas foi adiada por conta da indefinição provocada principalmente pela família Bolsonaro. Pollon tem como principal defensora, Michele Bolsonaro, que mais de uma vez utilizou a rede social para dizer que ele é o escolhido de Jair Bolsonaro.



