Briga que fez PT perder suplente envolve disputa por vaga de deputado federal
Após fogo amigo, chapa do PSDB enfrenta PT na corrida por vaga em Brasília
| INVESTIGAMS/WENDELL REIS
A desistência de Maurício Bumlai da suplência de Vander Loubet (PT) na disputa pelo Senado teve como principal ponto a acirrada briga pelas oito vagas para deputado federal na eleição de outubro.
Com a saída de Vander da disputa, após seis mandatos consecutivos, o PT terá trabalho para garantir uma vaga na Câmara. A briga começa na própria federação, onde Camila Jara (PT) concorre diretamente com Marquinhos Trad (PV), na Federação Brasil da Esperança (PT/PcdoB e PV).
Além da disputa interna, os dois terão que brigar com outros partidos e é nesta conta que entra um dos motivos principais da briga que levou Bumlai a desistir da suplência de Vander.
Bumlai é namorado de Viviane Luiza, que é pré-candidata à deputada federal pelo PSDB. Os dois partidos brigam diretamente por vagas em Brasília e podem disputar a última vaga das sobras, seguindo as contas de dirigentes partidários.
O PSDB entrou na briga após mudança da legislação eleitoral, que agora não exige 80% do quociente eleitoral para eleição na “sobra das sobras'. Sem esta exigência, o partido deve brigar pela vaga que na eleição passada ficou com o PT.
Viviane é bastante ligada a causas indígenas, quilombolas e assentados, o que invade um campo geralmente ocupado pelo PT, que tem como principal interessada a deputada federal Camila Jara.
A reportagem apurou que Maurício Bumlai já tinha pedido a Vander que segurasse Zeca do PT, que frequentemente citava Viviane em brigas envolvendo lideranças indígenas. A última, na ocupação de uma propriedade rural em Sidrolândia, onde alegou que um indígena de direita liderou a operação para atingir Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Zeca não parou e, apesar da conversa com Lula para a suplência de Vander, Maurício Bumlai avisou que não estará mais na chapa e que se dedicará apenas a campanha de Viviane, que também terá o apoio do governador Eduardo Riedel (PP).
PSDB brigava com aliados
Antes do PT, o PSDB já brigava com partidos aliados em busca de uma vaga na Câmara. A confusão também estava nesta vaga para federal, visto que um sucesso de PT, com duas vagas, e PSDB com uma, dificulta a vida do PL e da federação União/PP, que planejam eleger três federais, cada.
Se PT e PSDB conseguirem as três vagas, pelo menos um dos favoritos do PL caem (Mara Caseiro, Rodolfo Nogueira, Edson Giroto, Capitão Contar ou Marcos Pollon) e dois do União/PP (Rose Modesto e os deputados federais Dagoberto Nogueira, Luiz Ovando e Geraldo Resende).



