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Em 8 dias, "Blindado" matou 3 e feriu outro antes de morrer em confronto

João Vitor de Souza Rolon recebia até R$ 3 mil para executar vítimas

| GENIFFER VALERIANO / CAMPO GRANDE NEWS


João Vitor de Souza Rolon, conhecido como “Blindado', morto na manhã deste sábado (Foto: Direto das Ruas)

Pistoleiro responsável por três homicídios e uma tentativa de assassinato em um intervalo de oito dias, João Vitor de Souza Rolon, de 20 anos, morreu ao reagir à abordagem do Batalhão de Choque da Polícia Militar, no sábado (28). Conhecido como “Blindado', ele era apontado como integrante da facção criminosa Comando Vermelho.

O jovem era investigado como autor do homicídio de Kátia Lima Chimenes, de 36 anos, executada com um tiro na cabeça na noite do dia 20, em Maracaju, a 159 quilômetros de Campo Grande.

Durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (29), o comandante do Choque, major Cleyton da Silva Santos, detalhou o modo de atuação do suspeito. Segundo ele, “Blindado' utilizava armas diferentes em cada crime e as descartava em seguida.

O primeiro homicídio atribuído ao pistoleiro ocorreu no dia 20 deste mês, em Maracaju, quando Kátia foi assassinada. Três dias depois, ele executou o casal Lucas Gomes dos Santos, de 27 anos, e Juliane Malar, de 59, em Ivinhema.

No mesmo dia 23, também em Maracaju, João Vitor ainda tentou matar dois homens, de 26 e 27 anos. Para essa ação, contou com a ajuda de um comparsa, mas as vítimas sobreviveram.

De acordo com o comandante, a sequência de crimes demonstra frieza. “Num curto espaço de tempo, do dia 20 até o dia 28, ele cometeu três homicídios, inclusive em cidades diferentes. Estava disposto a praticar qualquer tipo de delito por dinheiro', afirmou.

Ainda conforme o major, os crimes eram encomendados por pessoas distintas e pagos com valores considerados baixos. “Não era nada exorbitante, como R$ 100 mil. Eram quantias ínfimas, de R$ 2 mil a R$ 3 mil para tirar uma vida', completou.

Confronto - “Blindado' morreu após confronto com policiais do Batalhão de Choque. A abordagem aconteceu em frente à casa onde ele morava, em Rio Brilhante. Segundo a polícia, a equipe foi até o local após denúncia de que o jovem havia recebido um revólver calibre .38. Ao ser abordado no portão, ele teria sacado a arma e apontado para os policiais.

Diante da situação, o comandante efetuou três disparos para conter a ameaça. João Vitor foi socorrido e levado ao hospital, onde deu entrada por volta das 10h30, mas não resistiu. Enquanto ele era atendido, outros policiais permaneceram no local para preservar a cena. O caso representa a 64ª morte por intervenção de agente do Estado neste ano.


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