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Caarapó

Caarapó ganha nova indústria

A pedra fundamental do Grupo Agrenco está lançada em uma área, distante sete quilômetros do setor urbano do município, que deve estar concluída e em funcionamento até dezembro deste ano.

| CLAUDIO XAVIER


   O prefeito de Caarapó, Mateus Palma de Farias (PR), recebeu quarta-feira, no plenário da Câmara Municipal de Vereadores, diretores e engenheiros do Grupo Arenco, que deve instalar um novo complexo industrial no município. O investimento, da ordem de R$ 106,6 milhões, integra uma unidade industrial de produção de óleos especiais de proteínas, de biodiesel e co-geração de energia elétrica.    O encontro com o grupo holandês contou, ainda, com a presença do presidente da Câmara, Aparecido dos Santos (PR), vereadores, secretários municipais, lideranças políticas, representantes de entidades, produtores rurais e comunidade em geral. Segundo o diretor institucional da Agrenco, Francisco Ramos, a escolha pelo município de Caarapó deve-se a inúmeros fatores.    “Principalmente, porque apresenta boa infra-estrutura e o prefeito oferece uma excelente política de apoio, o que dá segurança aos investidores”, ressaltou ele. A pedra fundamental do Grupo Agrenco está lançada em uma área, distante sete quilômetros do setor urbano do município, que deve estar concluída e em funcionamento até dezembro deste ano. Conforme Chico Ramos, a empresa vai instalar equipamentos de última geração, importados da Bélgica, Itália e Estados Unidos.    O novo complexo terá capacidade de esmagar, por ano, 500 mil toneladas de soja, gerando farelo, óleo e lecitina; produzir 116 mil toneladas/ano de biodiesel, inicialmente, usando a oleaginosa soja; e gerar 83.160 mil MW (MegaWatt) de energia elétrica. O biodiesel a ser produzido em Caarapó obedecerá ao padrão utilizado na Europa e Estados Unidos, que é o B100 (100% do biodiesel puro). Com matriz na Holanda, a Agrenco possui unidades na França, Itália, Reino Unido, Noruega, Cingapura e Argentina.    No Brasil, a sede da empresa fica em São Paulo (SP), com atuação principalmente nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná. Criada na década de 70, a Agreco possui mais de 20 mil produtores cadastrados na América Latina. Mateus de Farias declarou que vê com grande expectativa a implantação do projeto. “Sem dúvida, é um grande avanço para o setor de desenvolvimento econômico de Caarapó”, declarou.    Ele acrescentou que “o empreendimento ergue uma das bandeiras da nossa administração, que é a geração de empregos”. Nesse aspecto, o prefeito de Caarapó comemora a segunda grande conquista industrial de Caarapó e menos de um ano. A primeira, anunciada em 2006 e que está em fase de implantação, é a usina de açúcar e álcool do grupo paulista Nova América. A indústria vai gerar 1.175 empregos diretos no município.    “É mais um grupo de vulto que vem para Caarapó”, comentou Mateus sobre os investimentos da Agrenco. “Além da criação dos 150 empregos diretos, o complexo industrial irá oferecer um grande número de empregos indiretos, com isto, impulsionará a economia tanto no atacado como no varejo”, enfatizou, “pois todos ganham, desde a rede hoteleira, prestadores de serviço, profissionais liberais e a população em geral”.    BIOENERGIA     Francisco Ramos informou, também, que o grupo Agrenco uniu-se à industrial japonesa Marubeni Corporation, para investir em energia limpa de fontes renováveis. “Esta parceria prevê a construção de três parques de bioenergia no Brasil, sendo três usinas de biodiesel, duas usinas de co-geração de energia elétrica e duas indústrias de esmagamento de soja”, explicou ele, “entre eles, o complexo de Caarapó”. Adiantou que já foram arrendados 3,5 mil hectares, com previsão de outros 3,5 mil, para o cultivo de napier (uma gramínea) para produção de biomassa, que será queimada para a geração de energia elétrica. As sementes oleaginosas serão compradas de produtores e cooperativas locais e da região.    Além de Caarapó, as outras usinas serão construídas na cidade de Alto Araguaia (MT) e, provavelmente, na cidade de Céu Azul, no Paraná. “O projeto está totalmente integrado, o que significa que produziremos não apenas biodiesel, mas também energia elétrica para nossas instalações e para venda no mercado à vista”, afirmou Ramos, “também, produtores rurais e cooperativas associados certamente terão benefícios, porque poderão alimentar suas unidades com biodiesel, o que gerará reduções significativas no custo de combustível”.    O diretor ponderou, ainda, que Agrenco é um grupo com atuação internacional, especializado em fornecer soluções integradas e personalizadas a seus clientes e parceiros na área do agronegócio. “Atendemos a todo o ciclo, da produção ao consumo de produtos agrícolas, com financiamento para produtores e consumidores, originação, rastreamento, armazenagem, logística, operações portuárias, afretamento, exportação e distribuição”, conclui Ramos.
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