Bebê de 10 meses é internada após mastigar pedaço de maconha
Menina passou por lavagem gástrica e ficou sob cuidados; mãe de 18 anos foi presa
| GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS
Uma bebê de 10 meses foi internada após mastigar um pedaço de maconha que encontrou sobre o sofá de casa, na tarde desta segunda-feira (6), em Coxim, a 253 quilômetros de Campo Grande. A criança apresentou febre e sonolência depois de ingerir a droga, passou por lavagem gástrica no Hospital Regional e permaneceu sob cuidados médicos. A mãe, de 18 anos, foi presa em flagrante.
Conforme o boletim de ocorrência, a jovem contou que estava em casa com a filha quando percebeu que a menina mastigava alguma coisa enquanto brincava na sala. Ao verificar a boca da bebê, a mãe retirou um pedaço de maconha, que disse ter reconhecido pelo cheiro.
A mulher afirmou que jogou a droga fora, deu água e almoço à filha e observou o comportamento da criança. O episódio ocorreu por volta das 13h. Mais tarde, a menina apresentou febre e sonolência, o que levou a jovem a pedir socorro por volta das 15h.
Uma equipe do Corpo de Bombeiros levou a bebê ao Hospital Regional. A Polícia Militar recebeu o chamado para acompanhar o caso na unidade de saúde, onde encontrou a mãe e colheu o relato sobre a ingestão do entorpecente.
Segundo o registro, a médica plantonista informou que a criança passou por lavagem gástrica, recebeu medicamentos e ficou internada para acompanhamento dos efeitos da substância. Naquele momento, o estado de saúde inspirava cuidados.
A mãe declarou que não sabia como o pedaço de maconha havia chegado ao sofá. Questionada sobre o consumo da droga, afirmou que já fez uso da substância, mas disse que não a utiliza atualmente.
O Conselho Tutelar acompanhou o atendimento no hospital e informou que a bebê seria retirada da responsabilidade da mãe. Conforme o documento, o órgão avaliava encaminhar a criança para uma família acolhedora ou deixá-la sob os cuidados da avó materna.
Após o atendimento, a jovem foi levada à 1ª Delegacia de Polícia de Coxim. A delegada responsável pelo caso decidiu pela prisão em flagrante. O registro cita suspeitas de perigo para a vida ou saúde de outra pessoa, maus-tratos e entrega de produto capaz de causar dependência a criança ou adolescente.



