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Renan Santos coloca fronteira de MS no centro de promessa contra facções

| DOURADOS AGORA/FLáVIO VERãO


Renan durante coletiva à imprensa em Campo Grande - Foto: reprodução

Mato Grosso do Sul foi escolhido pelo candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, para encerrar uma agenda de pré-campanha pelo Centro-Oeste. Em Campo Grande, o fundador do MBL (Movimento Brasil Livre) colocou o combate ao tráfico internacional e às facções criminosas como uma das prioridades de sua plataforma.

Durante entrevista coletiva nesta quinta-feira (23), em hotel da Capital, Renan afirmou que a posição geográfica de Mato Grosso do Sul torna o Estado estratégico na rota do tráfico e defendeu uma atuação integrada das Forças Armadas, Polícia Federal e polícias estaduais para reforçar a segurança nas regiões de fronteira.

Segundo ele, parte da droga que entra pelo Estado segue pela chamada Rota Caipira até o Porto de Santos, em São Paulo, onde seria exportada por organizações criminosas. A proposta apresentada inclui ampliar operações federais, usar instrumentos como GLO (Garantia da Lei e da Ordem) e Estado de Defesa em áreas dominadas por facções, além de intervir na administração do porto paulista.

Renan também afirmou que pretende encaminhar ao Congresso um projeto com mudanças na legislação penal para endurecer o enfrentamento ao crime organizado. O candidato disse que a fronteira sul-mato-grossense estará entre os primeiros pontos de atuação de um eventual governo.

Na área econômica, o presidenciável anunciou como prioridade um programa de ajuste fiscal. A legenda, segundo ele, já protocolou uma proposta de emenda constitucional com previsão de redução de R$ 3 trilhões em despesas públicas ao longo de dez anos.

Entre as medidas defendidas estão uma nova reforma da Previdência, revisão de vinculações constitucionais de recursos para saúde e educação, desindexação de despesas obrigatórias, corte de benefícios fiscais e redução de privilégios no alto funcionalismo e no Judiciário.

Para Renan, a redução dos gastos abriria caminho para queda dos juros, ampliação do crédito e mais investimentos em infraestrutura. Ele citou como áreas prioritárias a expansão ferroviária, rodovias, portos e redes de transmissão de energia, com reflexos diretos para o agronegócio de Mato Grosso do Sul.

O candidato também disse que manterá o Bolsa Família para famílias em situação de necessidade, mas defendeu mudanças no programa. A proposta prevê a oferta de frentes de trabalho, em parceria com estados e municípios, para parte dos beneficiários aptos ao mercado de trabalho.

Questionado sobre as eleições estaduais, Renan confirmou que o Missão não lançará candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul em 2026. A sigla deverá disputar vagas para deputado, mas ainda não definiu eventual apoio a nomes na corrida pelo Executivo estadual.

A visita a Mato Grosso do Sul encerra o roteiro do candidato pelo Centro-Oeste, que passou por Goiás e Mato Grosso. A previsão é que ele retorne ao Estado no período oficial de campanha, com agenda voltada especialmente aos municípios de fronteira e do interior.


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