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Homem é preso com 3 mil arquivos de abuso sexual infantil

Suspeito foi alvo de mandado de busca e apreensão durante a Operação Infância Segura V

| ANA PAULA CHUVA / CAMPO GRANDE NEWS


Policiais durante uma das fases da operação Infância Segura (Foto: Ilustrativa | Divulgação)

Um homem, que não teve o nome divulgado, foi preso em flagrante em Campo Grande por armazenar material de abuso sexual infantil. A captura ocorreu durante o cumprimento de mandados da Operação Infância Segura V, deflagrada pela UICC (Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos) do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), nesta sexta-feira (28).

A ação aconteceu em conjunto com a 69ª Promotoria de Justiça da Capital e com apoio da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente). Segundo o MPMS, as investigações começaram no ambiente virtual após ferramentas de monitoramento identificarem a circulação e posse dos arquivos ilegais na internet.

Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão na residência do investigado, as equipes localizaram dispositivos eletrônicos contendo 3 mil arquivos de conteúdo pornográfico envolvendo crianças e adolescentes.

Por se tratar de um crime permanente, o suspeito foi detido imediatamente em flagrante e encaminhado à delegacia. Todo o material foi recolhido e passará por perícia técnica detalhada.

A polícia e o Ministério Público trabalham agora para delimitar a extensão da conduta do investigado e apurar se havia apenas o armazenamento ou também a distribuição dos arquivos, além de apurar se há ligação com redes ou outros envolvidos no esquema de exploração sexual infantil.

Alerta e denúncias – O Ministério Público reforça o alerta à população de que a compra, posse, consumo ou compartilhamento de materiais com cenas de abuso sexual infantil constituem crimes gravíssimos previstos no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

Qualquer pessoa que identificar condutas suspeitas na internet ou em grupos de mensagens deve denunciar imediatamente. As denúncias podem ser feitas pela Ouvidoria do MPMS, pelos Conselhos Tutelares ou diretamente às forças policiais pelo telefone 190.


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