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Deputado Federal de MS, Geraldo Resende destina R$ 300 mil a município administrado pelo irmão em MG

| CAARAPONEWS COM INFORMAçõES DO VOZ DA CIDADE


Geraldo Resende destinou emenda a cidade de MG, administrada pelo irmão

Uma emenda parlamentar de R$ 300 mil destinada pelo deputado federal Geraldo Resende (União Brasil-MS) para o município de Funilândia, em Minas Gerais, chama atenção por beneficiar uma cidade administrada pelo próprio irmão do parlamentar, José Inácio Pereira.

O caso ganha ainda mais relevância porque o recurso não ficou apenas na fase de empenho. Documento do Fundo Nacional de Saúde (FNS) analisado pela reportagem mostra que os R$ 300 mil foram empenhados integralmente e pagos em parcela única no dia 8 de abril de 2026.

José Inácio Pereira é oficialmente identificado como prefeito de Funilândia em documentos públicos do município e do Governo de Minas Gerais. Registros oficiais também já identificaram o parentesco entre José Inácio Pereira e Geraldo Resende.

R$ 300 mil já foram pagos
O documento do FNS detalha a operação e identifica como destinatário formal o Fundo Municipal de Saúde de Funilândia, inscrito no CNPJ 11.305.622/0001-44.

A proposta é a de nº 63000725398202600, classificada como “Custeio PAB”, com valor de R$ 300 mil.

O registro aponta:

Valor da proposta: R$ 300 mil;
Valor total do empenho: R$ 300 mil;
Data da Portaria: 27 de março de 2026;
Número da Portaria: 10.481;
Pagamento: 8 de abril de 2026;
Valor pago: R$ 300 mil;
Valor a pagar: R$ 0;
Ordem bancária: 20260B015373;
Processo: 25000.050964/2026-77;
Situação da proposta: paga.

Ou seja, o dinheiro foi efetivamente transferido para o Fundo Municipal de Saúde de Funilândia.

Deputado de MS destinou recurso para cidade do irmão

Geraldo Resende representa Mato Grosso do Sul na Câmara dos Deputados, enquanto Funilândia está localizada em Minas Gerais.

A situação chama atenção justamente pela relação familiar: o município escolhido para receber os R$ 300 mil é administrado por José Inácio Pereira, irmão do deputado.

Recurso foi para o Fundo Municipal de Saúde

É importante fazer uma distinção: o documento do FNS não registra José Inácio Pereira como beneficiário direto dos R$ 300 mil.

O beneficiário formal é o Fundo Municipal de Saúde de Funilândia.

Portanto, a documentação comprova que Geraldo Resende destinou o recurso para Funilândia, município administrado por seu irmão, e que o dinheiro foi pago ao fundo municipal de saúde. Ela não demonstra, por si só, que o prefeito tenha recebido pessoalmente qualquer parcela do valor.

A partir disso, uma das questões centrais da apuração passa a ser como os R$ 300 mil serão ou foram utilizados pelo município.

O que precisa ser esclarecido

A destinação levanta questionamentos sobre os critérios utilizados para escolher Funilândia como beneficiária da emenda.

Entre os pontos que podem ser esclarecidos estão:

Qual foi a justificativa para destinar a emenda a um município de outro Estado?
Quem solicitou o recurso?
*Qual foi o critério utilizado pelo deputado para a indicação?
*Qual unidade ou serviço de saúde receberá os recursos?
*Quais despesas serão pagas com os R$ 300 mil?
*Houve contratação de empresas ou fornecedores?
*Quem serão os beneficiários finais dos pagamentos?
A resposta a essas questões depende do acompanhamento da execução do recurso no município.

Dinheiro público agora pode ser rastreado
Como o pagamento de R$ 300 mil já foi efetivado, a próxima etapa da apuração é verificar o caminho do dinheiro dentro do município.

Isso inclui consultar empenhos, liquidações, pagamentos, contratos, licitações, notas fiscais e fornecedores vinculados ao Fundo Municipal de Saúde.

A análise desses documentos poderá mostrar se o dinheiro foi utilizado diretamente em custeio da saúde, quais empresas receberam os valores e se existe algum vínculo entre os beneficiários dos pagamentos e pessoas ligadas ao deputado ou ao prefeito.

Até o momento, o documento apresentado comprova o empenho e o pagamento dos R$ 300 mil ao Fundo Municipal de Saúde de Funilândia. A alegação de que o recurso teria sido “repassado ao irmão” deve ser entendida, documentalmente, como destinação ao município administrado pelo irmão, e não como pagamento pessoal a José Inácio Pereira.

A imprensa que publicou a denúncia questiona a operação e cobra explicações de Geraldo Resende sobre a escolha de Funilândia.

O espaço permanece aberto para manifestação do deputado Geraldo Resende e da Prefeitura de Funilândia sobre a destinação, os critérios utilizados e a aplicação dos R$ 300 mil.

Documentos que comprovam o pagamento

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