Riedel foi avisado que não há consenso e que imposição na presidência causará problema na Assembleia
| INVESTIGAMS/WENDELL REIS
O governador Eduardo Riedel (PP) foi avisado que a eleição para presidência da Assembleia Legislativa não será das mais tranquilas. A ordem é discutir depois do segundo turno da eleição, mas no dia seguinte ao primeiro turno, deputados já corriam atrás dos votos para presidência da Assembleia.
O consenso está bem longe de acontecer, mas Riedel já foi procurado por candidatos que anunciaram estar a poucos votos da maioria. Paulo Corrêa (PL), que já presidiu a Assembleia, começou a correria no dia seguinte ao primeiro turno e afirma ter contabilizado alguns votos.
A notícia chegou ao governador, que indagou outros deputados, mas a resposta não foi positiva. Riedel foi avisado que não há consenso e, mais que isso, que pode ter problema em uma possível imposição.
O governador ouviu o experiente deputado que lhe informou sobre a divisão e disse que vai pensar em presidência apenas após o segundo turno.
Embora a escolha seja uma prerrogativa dos deputados, passa pelo governador a composição, porque cabe ao presidente a tramitação de todos os projetos e uma boa relação com o Executivo é essencial.
Paulo Corrêa já presidiu a Assembleia na gestão de Reinaldo Azambuja e foi primeiro-secretário (segundo cargo mais importante) na gestão de Riedel. Agora, enfrenta resistência de deputados que nunca estiveram no comando.
Coronel David (PL) e Pedro Caravina (PL) já avisaram que estão na briga. David fez mais que isso: pontuou que já recuou em outra oportunidade e que não faria isso novamente.
Zé Teixeira (PL), que ja foi primeiro-secretário, também colocou o nome à disposição para presidência. Ele tem como adversário para a primeira-secretaria (que pretende mesmo ocupar), o atual presidente, Gerson Claro (PP), que não pode disputar a reeleição.
O PL tem nove dos 24 deputados e precisa apenas de quatro votos para ganhar a presidência. Por isso, a escolha do novo comandante deve passar pelo principal articulador político do grupo, Reinaldo Azambuja, também presidente do PL no Estado.
Reinaldo ainda não falou abertamente com os deputados sobre o escolhido, justificando que está focado na eleição de Flávio Bolsonaro (PL) para presidência. Todavia, participou de costuras anteriores que devem refletir no posicionamento dos reeleitos para a nova legislatura.



