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Caarapó

ARTIGO - Minha cidade em crise na segurança

| CAARAPONEWS


  

Vaner Martins Matos (*)

No tempo em que Caarapó entra definitivamente no ciclo industrial, a cidade começa trilhar por um caminho desconhecido pelos munícipes. Com as instalações de usinas, surgem novos moradores, alta nos aluguéis, escassez de mão-de-obra, restaurantes e lanchonetes lotadas, enfim, um bom giro econômico. Resultados positivos e negativos envolto à teoria da relatividade, ou seja, depende do ponto de vista de cada um.

No entanto, a sociedade parece não estar muito satisfeita com este cenário. Não me refiro ao desenvolvimento ou a chegada dos visitantes e trabalhadores de outros estados, mas sim, com a insegurança. Há quem diga que isso é fruto do desenvolvimento, todavia, se analisarmos com atenção, crimes de morte não esclarecidos até hoje, aconteceram antes da chegada das usinas à cidade.

E agora, mesmo com uma polícia que tem seu quadro de funcionários superior em relação aos anos anteriores, os crimes continuam acontecendo, como os roubos de veículos à mão armada seguido de seqüestro, inclusive à luz do dia. Sem contar que recentemente presenciamos tiros pelas ruas, como se estivéssemos no faroeste.

Como tudo isto pode existir em uma cidade tão pequena? Como reagir a este cenário? Simplesmente o que vemos é blitz pelas ruas e policiais à procura de motociclistas pilotando de chinelo, farol apagado ou viseira do capacete riscada. Não importa o caso, é multa na certa. Não que as infrações de trânsito devem ser perdoadas, porém a segurança da comunidade deve estar em primeiro lugar.

Amedrontadas, algumas pessoas já estão investindo em seguros para veículos, outros, em segurança para residências. Temendo assaltos há também aqueles que estão trocando veículos por outro de menor valor.

Até parece que somos reféns do próprio sistema. Neste breve discurso, não é minha intenção fazer criticas ou apontar culpados, quero apenas fazer um clamor ao poder público, que atentem para estas questões.

Conviver preocupado com insegurança, ultimamente tem sido uma sensação de pavor para quem reside em Caarapó.

(*) Professor e acadêmico do 3º ano de Jornalismo – Unigran Email: vaner_26mart@hotmail.com

 


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