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Caarapó

Após três horas, índios libertam administradora da Funai

Depois de três horas como refém dos guaranis na aldeia Tey Cuê em Caarapó, a administradora da Funai (Fundação Nacional do Índio) de Dourados, Margarida Nicoletti foi solta.

| MIDIAMAX


 

Depois de três horas como refém dos guaranis na aldeia Tey Cuê (morador nativo) – de 3,6 mil hectares -, em Caarapó, a administradora da Funai (Fundação Nacional do Índio) de Dourados, Margarida Nicoletti foi solta. Para isso, se comprometeu a manter no posto de chefe da Funai em Caarapó o guarani Silvio Paulo, afastado da função na semana passada, o que motivou o protesto desta manhã.

O capitão da aldeia Tey Cuê, Zenildo Isnard, disse ao Midiamax, que ela se comprometeu a voltar atrás e manter o indígena Silvio Paulo no posto. “Ela disse que ele fica enquanto o processo contra ele é analisado. Não aceitamos que ela colocasse um não-índio no lugar dele. Se ela não cumprir com a promessa, vamos fazer outro protesto”.

Margarida Nicoletti chegou a conversar com a família por telefone enquanto estava retida na aldeia. Ela preferiu não dar entrevista por telefone e retornou para Dourados tão logo foi solta.

São cerca de cinco mil índios guarani-caiuá que vivem em Tey Cuê.

Silvio Paulo teria sido destituído do posto por denúncias de irregularidades. Ele é um dos 30 professores indígenas em Caarapó.

A resistência indígena por conta da mudança na chefia do posto no município, segundo o cacique, foi porque havia uma organização e a comunidade acabou sendo surpreendida quando soube que o antigo chefe foi exonerado há uma semana.

Margarida Nicoletti teria ido até a aldeia para tentar negociar com as lideranças e acabou sendo feita de refém.

Para protestar contra a mudança na chefia do núcleo da Funai no município, ontem, os índios bloquearam a rodovia que liga Caarapó a Laguna Caarapã.


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