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Caarapó

Teresinha Batista abre comemorações do Mês da Mulher

A vice-prefeita de Caarapó, professora Teresinha Batista (PT), abre nessa quinta-feira, às 8:00h, na Rádio Nova Difusora (1570 KHz) AM, as comemorações relativas ao Mês da Mulher.


 

A vice-prefeita de Caarapó, professora Teresinha Batista (PT), abre hoje 08/03, às 8:00h, na Rádio Nova Difusora (1570 KHz) AM, as comemorações relativas ao Mês da Mulher. Ela deverá enfocar a questão da violência contra a mulher, à luz da Lei n° 11340/2006 (Lei Maria da Penha), que coíbe a violência doméstica e familiar contra a mulher.

 

Desde 1975, o dia 8 de março é comemorado pelas Nações Unidas como o Dia Internacional da Mulher. Nesse dia, no ano de 1857, operárias de uma fábrica de produtos têxteis de Nova York entraram em greve, reivindicando a redução da jornada diária de trabalho de 16 para 10 horas. Devido ao protesto, foram fechadas na fábrica, que foi incendiada. Mais de 130 mulheres foram queimadas vivas.

 

“Essa data transformou-se em marco de luta e de resistência das mulheres em defesa de seus direitos”, explica a vice-prefeita. Ela acrescenta que, no Brasil, são latentes na sociedade brasileira o preconceito, a discriminação e as desigualdades de classe, de gênero e de etnia. “Essa realidade foi sendo construída ao longo da história e fere a dignidade de muitas mulheres, que sofrem na carne a violência física e moral”, afirma.

 

Teresinha Batista mostra dados que indicam que, no Brasil, quase metade da população economicamente ativa é formada  por mulheres, mas que continuam a ganhar salários inferiores aos dos homens. As brasileiras negras têm, em média, quatro anos a menos de estudo e recebem salários quase três vezes mais baixos do que as brasileiras brancas. As mais idosas têm quatro vezes mais chances de cair na indigência, e as mulheres indígenas, além da discriminação de gênero e étnica, sofrem com a invisibilidade em relação às outras mulheres.

 

“Em pleno século XXI, morrem anualmente mais de duas mil mulheres e mais de 38 mil recém-nascidos por complicações da gravidez, do aborto, do parto ou do pós-parto”, relata a vice-prefeita. A cada ano, cerca de 300 mil mulheres são agredidas fisicamente por seus maridos ou companheiros e em torno de 66% das mulheres vítimas de homicídio foram assassinadas por seus parceiros íntimos. “É necessário reconhecer as desvantagens e as perdas que, historicamente, recaem sobre as mulheres em toda a sua diversidade. Só assim será possível diminuir as desigualdades entre homens e mulheres”, argumenta Teresinha Batista.

 

Em relação à Lei Maria da Penha, a vice-prefeita de Caarapó afirma que ela é um importante instrumento de coibição da violência doméstica e familiar contra a mulher. “De posse dessa lei, espera-se que cada cidadã ou cidadão brasileiro, no exercício de seus direitos, possa zelar para a sua plena aplicação”, pondera.

 

Durante todo o mês de março, haverá participação de mulheres em programas de rádio locais. No próximo dia 12, às 19h, será realizada audiência pública na Câmara de Vereadores, para debate da Lei n° 11340/2006. No dia 30, às 20h, na Praça Central, será promovida a II Noite Cultural da Mulher Caarapoense, com celebração ecumênica, Roda de Violeiros e pronunciamentos de autoridades.(Dilermano Alves)


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