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Caarapó

Internauta escreve II parte do artigo sobre Caarapó anos 80

Internauta e leitor do CaarapoNews escreve a II parte de seu artigo sobre a cidade de Caarapó nos anos 80.

| CAARAPONEWS


Leitor do caarapoNews, que prefera não se identificar, publicou a segunda parte de seu artigo, sobre Caarapó nos anos 80. Confira abaixo.

Por Cidadão caarapoense

Como havia prometido se houvesse alguma outra lembrança que me tocasse tentaria escrever mais sobre ela. Algumas pessoas se manifestaram sobre o que escrevi na semana passada. Manifestações positivas que me fazem crer não ser somente eu a ter saudades do que chamei bons tempos de Caarapó.

O primeiro relato que me tocou foi escrito pela Eliane e está aí publicado nos recadinhos do site. Duas coisas, em especial, nas suas palavras me sensibilizaram. A primeira é o fato de que mesmo longe dessa terrinha o amor por ela não é diminuído. Isso só faz provar que quem prova o carinho dos caarapoenses não esquece jamais, ainda mais quem viveu infância e adolescência aqui. A segunda, mas não menos importantes, foram às lembranças relatadas.

Certamente devo ter conhecido a Eliane, por que também estudei-nos mesmos lugares citados. Da escola Narciso, me lembrei de uma coisa que hoje é até difícil para explicar para quem não viveu isso. Existiam, naquela época, umas cadernetas em que era carimbada a sua presença na escola e serviam para os pais controlarem a freqüência de seus filhos nas aulas. E aí me lembrei da carismática Tia Laura. Os professores não irei citar, pois não lembrarei de todos e seria injusto. Quando ali estudei a quadra de esporte, a céu aberto, era de um concreto áspero que acabava com os nossos “kichutes” e “chinesinhos”, estes vinham do Paraguai e eram a sensação. Em frente a quadra, durante um tempo, teve até uma discoteca que funcionava até aos domingos á tarde. Já defronte ao colégio existia o cinema, local onde vi os primeiros filmes em tela grande e alguns shows, mas também me deixou só na vontade de ver os filmes da Gretchen, que eram só para os maiores de 18 anos, e eu não tinha como burlar. Era perto do Narciso que se instalava a feira. Sim, Caarapó tinha feira livre.

Estudei, assim como ela, no Joaquim Vianna, na época em que o “Segundo grau” era só oferecido á noite e então tínhamos que caminhar ou pedalar bastante nas areia de Caarapó para até lá chegar todos os dias. E, como a própria Eliane escreveu, ali foi a época em que os hormônios da adolecência se afloraram, e como se namorava. A se aqueles muros falassem. Foi ali que tive a minhas primeiras paixões, algumas correspondidas outras não.

Só se saía de Caarapó para estudar, quase sempre, após ter concluído o segundo grau. Daí as opções era ir fazer faculdade em Dourados, enfrentando todos os dias o ônibus lotado por muito mais tempo do que hoje e quando chovia não se sabia se chegaria ao destino, assim como não dava para saber a que horas seria o retorno para casa, por causa das péssimas condições que se instalavam na estrada de barro, algumas vezes só se retornava no outro dia. Para as famílias mais abastadas os seus filhos eram enviados a outros centros para estudar, alguns retornaram, outros, tenho certeza, sentem saudades dessa maravilhosa cidade.

Areias de Caarapó faz lembrar dos tempos em que nós moleques, jogávamos futebol nas ruas de areião, não havia asfalto, e nossos pais não precisavam se preocupar com acidentes, pois eram poucos os carros e motos. Outros lugares em que se jogava futebol eram nos campos de várzea que cada uma das serrarias faziam questão de manter. Como havia muitas dessas indústrias de beneficiamento, também eram muitos os campos. Eram constantes também os torneios nas fazendas.

Ainda sobre futebol recebi do Josmair a escalação completa dos atletas nos anos 80, e fazia parte dessa trupe além do Déda, já citado, Pontinha, Arthur, Geraldo, Agnaldo Mocó, Boca, Gauchinho, Piolho, Cridão, Tampinha, Brecha, Curtinho, Amarildo, Amaral, Bariani que amarrava as chuteiras até a canela, o Rica que ganhou um par de chuteiras do Bariani e com elas foi ao cinema para mostrar para a namorada, o Padaria, Paulinho Goleiro, Bagaço e muitos outros.

 Além desses jogadores o Josmair me fez lembrar de algumas pérolas de Caarapó, uma era o Clube do “Foinha” que ninguém admitia que freqüentava porque não era um local muito família, diríamos assim. E outra pérola era a própria família Mocó e coisas engraçadas que eram protagonizadas pelo o irmão mais velho. Lembrou de outra figura folclórica que era o Papagaio, da prefeitura, que era a pessoa que pagou as contas por muito tempo.

 Ainda tem muita coisa para se lembrar, mas vamos aos poucos. Essas lembranças acima devem ser creditadas, também a Eliane e ao Josmair. Agradecimento a Juliana pelo elogio e belas palavras. Lembrou de alguma coisa desse tempo? Escreve aí nos recadinhos, ou para cidadaocaarapoense@hotmail.com , afinal boas coisas devem ser relembradas sempre.


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