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Caarapó

PRFs cruzam os braços a partir de zero hora

A PRF (Polícia Rodoviária Federal) iniciou à zero hora de hoje greve por tempo indeterminado em todo o Mato Grosso do Sul.

| DOURADOSINFORMA


 

A PRF (Polícia Rodoviária Federal) iniciou à zero hora de hoje greve por tempo indeterminado em todo o Mato Grosso do Sul. De acordo com o sindicato que representa a categoria, a paralisação é para forçar uma negociação com o governo, que não cumpriu o acordo assinado em março deste ano.

Devido à paralisação, a PRF passa a atender apenas acidentes e flagrantes. “Se soubermos que o crime está acontecendo vamos atender”, frisa o presidente do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais de Mato Grosso do Sul, Marcos Cadur Rosa Pires. Os acidentes que porventura ocorrerem receberão atendimento também. Mas, os 3,5 mil quilômetros de rodovias federais não serão fiscalizados durante a greve. As viaturas ficarão paradas nos postos, onde os agentes permanecerão.

A partir da meia-noite os policiais rodoviários de todo o País decidiram pela paralisação. Em Mato Grosso do Sul são 430 policiais. O déficit hoje para cobrir todo o Estado seria de pelo menos o dobro deste efetivo, diz o presidente do sindicato. Segundo a Fenaprf (Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais), a medida ocorre por conta do descumprimento de acordo, firmado em março com o governo federal, que previa a exigência de nível superior para novos contratados, concurso imediato para 3 mil vagas e pagamento de parcelas de reajuste salarial para julho.

O Estado tem 1,5 mil quilômetros de fronteira com Paraguai e Bolívia considerada porta de entrada de drogas, armas e contrabando e saída de carros roubados. O presidente do sindicato dos PRFs em Mato Grosso do Sul disse sobre a vulnerabilidade das estradas, principalmente na fronteira, que o governo federal não se mostra nem um pouco preocupado com isso.

Esta semana 56 chefes e substitutos das dez delegacias, quatro sessões e quinze núcleos da PRF (Polícia Rodoviária Federal) entregaram os cargos. Arquivo

A raiz de todo o problema que deixa a fronteira vulnerável foi o não cumprimento do acordo firmado o ano passado entre os policiais rodoviários do País e o governo federal. A primeira parcela do aumento salarial prevista para começar a ser paga no mês de julho e o critério de admissão de novos policiais com nível superior fez parte do acordo. Porém, a prática foi o contrário. Manteve-se o nível Médio para os novos policiais e o pagamento da primeira parcela do aumento gradativo em três foi “empurrado” para novembro, relata um dos chefes dos núcleos de Mato Grosso do Sul cuja identidade é preservada.


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